
Então parece que é isto. Um novo ano, uma nova década. Um bom aninho para vocês, sim?


Estou de volta, depois de ter estado aqui (com muito menos sol, claro) a recuperar as energias e a vegetar como já não fazia há muito.Uma espécie de cura de sono, cada vez que me sentava, fosse no sofá ou no carro, adormecia. Sim, muitas sestas, muita comida, muita televisão, algum spa, uma voltinha a Espanha, algumas comprinhas, um pouco de praia e muita mas muita preguiça. Agora já estou pronta para voltar ao trabalho e às noites mal dormidas. Que bom, han?
Hoje foi dia de lanche com a B. Uma tarde molhada, merendas a sair do forno e boa companhia. Daquelas amigas de sempre, que está cá sempre. Não sempre perto, não as vezes suficientes mas as que são possíveis. Uma tarde bem passada, que soube a pouco. Porque há sempre mais para dizer aqueles que outrora estiveram todos os dias connosco e agora estão um dia de vez em quando.
Estava eu hoje numa grande superfície de bricolage, já farta de estar à espera, quando decidi sentar-me no chão de um dos corredores. E passado uns minutos houve um senhor que passou por mim e perguntou: A menina está bem? Claro que estava, só cansada. Não ia morrer na secção de electricidade, como é óbvio. Mas isto tudo só para dizer, que afinal, ainda há homens como antigamente.


Agora que o frio aperta e eu que sou muito sensível a ele, ando sempre com vinte camisolas, dez casacos, 5 pares de meias, collants, botas e mais tudo o que possam imaginar. Menos as luvas... passo a explicar. De manhã, antes de sair de casa, raramente me lembro de pegar nelas. Só quando saio do prédio e vem aquela aragem fria é que me lembro. Ai, esqueci-me das luvas! E depois como grande preguiçosa, e quase sempre atrasada, que sou, nunca volto atrás para as ir buscar e assim a modos que passo os dias muito quentinha... menos nas extremidades.
