quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Eu bem que tinha razão
Quando disse que havia de chegar o Natal e eu ainda estaria a receber prendas de anos, e não foi que isso ainda hoje aconteceu?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sou uma miúda
De viagens. E percebi agora, que aventureira. Além do meu instinto e do meu inconsciente a falar por mim, sei que foi isso que me foi incutido. E nunca disse que não ao desconhecido, a uma viagem, a um passeio, a uma aventura. Nunca tive medo de me perder, de não ter ninguém que me percebesse, de passar fome. Sou desenrascada, insaciável, curiosa, natural. E por isto, e por mais - por estar habituada a viajar, sair do país, passar horas e horas dentro de um avião ou de um carro, conhecer, descobrir, passar dias a falar uma língua que não é a minha, comer coisas diferentes, dormir pouco, andar muito, cansar-me mas aproveitar sempre ao máximo. Custa-me entender aqueles que não saem e não se dão ao trabalho de conhecer, de viver, que lhes faz confusão andar um mês de um lado para o outro, a dormir em hotéis diferentes todas as noites, terem medo de se perder quando andam de carro com um GPS incluído ou de comboio em comboio com uma mochila às costas. De experimentar coisas novas, conhecer culturas e gentes diferentes. Ainda não percebi se isto é medo, preguiça ou simplesmente uma coisa que não nasce com eles (ou ao contrário, que nasce com eles o comodismo, sim, porque é muito mais fácil ficar em casa sentados no sofá a ver trash tv). Pode ser simplesmente um modo de vida, que não compreendo, é verdade. E que me custa a aceitar. Porque para mim, o melhor da vida vai ser sempre isto, o mundo que está lá fora à nossa espera. Aquele que não espera por nós mas que tem tanto para nos ensinar e só indo, vendo e vivendo é que se aprende. E se cresce. Sim, só experimentando é que se cresce. E neste aspecto posso dizer que sou uma menina muito crescida. E ainda bem!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Tal e qual
Hoje, na aula de Educação Física, enquanto fazíamos a auto-avaliação, o professor disse: Gosto especialmente da atitude da C, apesar de não ter um jeito especial para isto, esforça-se e tenta sempre, nunca desiste. É verdade, esta é a minha maneira de agir, sempre, faço-o naturalmente. Não me entra na cabeça o não tentar, o dizer o não consigo, porque se tentarmos, se nos esforçarmos, acabamos sempre por obter resultados. Podem não ser os melhores, mas são o nosso melhor. Porque o esforço, o empenho, compensam. E dão frutos. Sempre.
Gosto de conversa
Daquela conversa boa, que flui naturalmente. Daquela que dura horas e não se esgota. Daquela em que partilhamos, em que aprendemos e em que ensinamos. Daquela mesmo boa que mal se dá pelo tempo passar e que no fim, vai-se a ver, e falou-se de mil e uma coisas, todas diferentes mas que têm sempre aquele ponto de referência que nos fez mudar de tema quase sem dar-mos conta.
Coisas que me dizem*4
Com o fim do primero namoro, ficas muito triste, choras, queres-te matar. Depois vêm outros namoros mas até é bom que não durem muito. E depois, cresces, e encontras o amor da tua vida.
E foi um homem que me disse isto.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Já percebi tudo
Há bastante tempo que peço o SingStar e nunca ninguém me deu. Só hoje é que me ocorreu o por quê, ora bem, se eu já passo a vida a cantar com este jogo é que iria tornar-me completamente insuportável. Tem lógica, tem. Mas a menina quer muito, mesmo que isto venha a dar chatices cá em casa.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Coisas que me dizem*3
Quase que me deixas com vontade de viver o Natal outra vez por causa da paneleirice de fotos e musiquinha que tens no teu blog.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Eu quero um rapaz que saiba
Todos os detalhes de mim. Que saiba que não bebo iogurtes (e muito pouco leite), que lavo as mãos 300 vezes por dia. Que calço primeiro sempre a bota esquerda, que quando vou ao cinema gosto do pacote de pipocas com metade doces e a outra metade salgadas. Que amo que me tratem por miúda. Que a minha parte preferida do peixe grelhado é os olhos, que faço uma colecção de etiquetas (daquelas bonitas, claro), que bebo o chá sem açúcar. Que saiba quais são as minhas calças preferidas e que a hora de Anatomia de Grey para mim é sagrada. Que mato-me por uns bagels, comidos em qualquer parte da América, melhor ainda. Que nesta altura do ano gosto de ver os folhetos dos brinquedos, que a minha diversão preferida na Disney é a dos Piratas das Caraíbas. Que escrevo a data ao contrário e que quando à noite ando de carro, fico sempre a olhar para a lua. Que gosto de estalar os dedos, dos outros. Que subo as escadas em bicos dos pés e que recuso-me a descascar tangerinas para não ficar com o cheiro nas mãos, o mesmo acontece com os camarões, mas aí é falta de jeitinho mesmo. Que adoro que me façam rir e que detesto que me façam repetir aquilo que acabei de dizer. Que depois de pôr uma pastilha na boca fico sempre a enrolar o papelinho até ele quase se desfazer e que vejo televisão de boca aberta. Que tenho um péssimo sentido de orientação, que sou despassarada e descoordenada. Que fecho um olho quando me estou a rir e que faço uma boquinha estranha quando estou muito concentrada em alguma coisa. Que vou sempre a correr para o microondas antes dele apitar porque detesto aquele barulho. Que gosto de ver os aviões no céu e as estrelas em noites de Verão. Que faço mil e quinhentos filmes na minha cabeça, quando no fundo não há motivo para preocupações. Que sou boa a fazer listas (aqui está um bom exemplo) e que quero sempre uma explicação para tudo. Que não funciono bem sobre pressão nem que não consigo jogar ao jogo do silêncio. Que bebo água das pedras dia sim, dia não e que sou um desastre a jogar matraquilhos mas mesmo assim quero sempre tentar, mais uma vez. Que nunca olho para a rua quando vou a atravessar a estrada e que raramente ouço alguém quando me chamam no meio da rua. Que saiba que o meu argumento quando perco, seja em que jogo for, é sempre o mesmo: pena para ti que vais ficar encalhado e eu vou ter sorte ao amor. Estas, as coisas mais insignificantes de mim, e tantas outras, que por vezes fazem toda a diferença.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
A árvore de Natal
Foi montada cá em casa faz hoje dois dias e eu que tirei fotos tão lindas para aqui pôr não consigo, de maneira nenhuma, encontrar o cabo para as poder passar para aqui. Com um pouco de sorte encontro-o depois do dia de Reis.
Por aqui
Pede-se as coisas que sei que nunca vou receber. E já que andamos numa de sonhos, este era um deles, um cãozinho do mais querido que há para me fazer companhia. E eu prometo que trataria bem dele, só precisava que os meus pais deixassem entrar um destes cá em casa...
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nikita
Foi há seis anos que a vi pela primeira vez, numa caixinha, naquela cozinha, que já não existe, dos meus avós. Lembro-me bem daquele sábado, de ter ido buscar o meu irmão à natação e depois, a pedido dos meus avós, ter ido com eles a casa antes de voltar para a minha, para a festa, e de chegar lá e haver aquela surpresa para mim. Uma coelha, pequenina, toda branca e com os olhos muito vermelhos. Não sei o porquê mas o nome que me veio logo à cabeça foi Nikita e assim ficou, segundos depois de a conhecer já estava baptizada. Não a larguei no o caminho para casa, e lembro-me tão bem, de estar a sair do carro e virem a correr a Patrícia, a Sara e a Tânia, que já sabiam da surpresa, ansiosas por ver aquela bolinha de pêlo que eu trazia nas mãos. E depois lá subimos nós todas eufóricas e eu fui colocá-la na gaiola, com o seu companheiro, que já cá estava há dois dias pois tinha sido a prenda de anos do meu irmão, e assim foi o primeiro dia dela cá em casa: um dia de festa e muita confusão. Meia dúzia de anos passaram e ainda está cá, agora sozinha, mas com uma gaiola grande só para ela. E apesar de não lhe dar comida muitas vezes, de me esquecer dela na varanda nas noites de Verão, de não saber como é que ainda não morreu à sede, de ter medo de lhe cortar o pêlo e as unhas, gosto dela. Gosto muito dela.
A solução de todos os problemas: compras
Sair de casa, rabugenta, às oito da manhã para ir ao médico (mais uma vez) por ter o ouvido tapado. Sair de lá, duas horas depois, com a justificação de que era só cera (mais uma vez) e já um bocadinho mais bem disposta. Seguir para um belo de um centro comercial, comprar umas quantas coisas que eram precisas, ou objectos de desejo, também. Sair de lá, agora sim, muito bem disposta, com montes de sacos na mão. Só faltou o cappuccino, mas a culpa foi minha, que não me lembrei dele antes de me vir embora.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Ainda, sobre o amor
E é simplesmente nisto que o amor é maltratado: as pessoas partem, esquecem as palavras, as fotografias, as promessas, mas esquecem também que um dia alguém abriu o peito e de lá retirou um pedaço de humanidade para colocar nas nossas mãos. Na esperança de que respeitássemos sempre aquele pedaço vivo e único que retrata a pessoa com quem estamos e que ali permanece nas nossas mãos, mais ou menos amachucado quando deixamos de estar também.
E as pessoas não respeitam. E mesmo sabendo, atiram para um qualquer lugar sujo e escuro aquele bocado de nós tão, mas tão importante que partilhámos, não pensado sequer que isso é diminuir a outra pessoa. Que isso é maltratar o amor que um dia existiu ou que se julgou existir. Que isso é simplesmente demonstrar que nunca estenderam realmente as mãos para nos receber nem por pedaços, nem por inteiro nas suas vidas.
Porque mesmo quando se deixa de gostar de alguém de quem já se gostou muito ou pouco, ainda conhecemos essa pessoa ou temos uma ideia de como a conhecíamos, e faremos de tudo para a respeitar, pois sabemos o que as magoa, o que as irrita, o que as transtorna, o que as incomoda, o que as faz sentir mal. E é aqui que quase toda a gente maltrata o amor: bate a porta atrás de si e faz de conta que não sabe nunca como aqueles olhos já choraram com determinadas palavras, esquece-se em como já reconfortou aquele peito por lhe terem magoado assim ou assado, ignora os medos, as mágoas que lhes foram confidenciadas ao ouvido nos momentos de entrega e se for preciso pisa esse mesmo coração da mesma forma ou de outra.
Alvim, não gosto de ti, mas gostei do que escreveste
"O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. E, quando afirmam isto, bebo logo dois dry martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil raios, isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem ‘ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho’, nem ‘ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada’ nem ‘ ai que não vi a tua chamada não atendida’.
Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro.
Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.
Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam – vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.”
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Mas o que eu queria mesmo...
Era poder estar ali. Andar na pista de gelo até não aguentar mais e depois ir enfiar-me numa Starbucks, encher-me de cappuccinos para me aquecer. A mim e ao meu coração. Que morre de saudades da mais bonita cidade do mundo.
Um ano
970 posts, 750 comentários, 54 seguidores e mais de 14 mil visitas depois, parece que vim para ficar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
De quem me conhece
"Quando penso no Inverno, penso também em ti, como uma pessoa característica do Inverno."
E é bem verdade. As coisas que mais gosto de fazer, fazem-se nesta altura do ano. As roupas que mais gosto de vestir, são para se usar agora. Até a minha maneira de ser, este meu feitiozinho é muito mais invernal que outra coisa. Sinto-me melhor nesta altura do ano, com tardes escuras, vento frio a bater na cara, tempo que dá vontade de pensar, neve fria nas mãos nuas, luzes de Natal lá fora, velas acesas em casa. E tempo fofinho, muito fofinho, cheio de lãs. Que é agarrada a elas que eu passo estes meses.





































