Calvin
sábado, 8 de janeiro de 2011
Quando neva
Podemos ir andar de trenó, quando há vento, podemos largar papagaios, quando está calor, podemos ir nadar. Mas quando chove... [suspiro]
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Ideias brilhantes
Ontem uma amiga minha fez um ano de namoro e hoje eu dei-lhe a ideia de que tanto ela como o namorado podiam ir gravando na aliança que usam, um risquinho por cada ano que passar. Demasiado ambicioso, talvez, mas eu continuo a ser uma crente nestas coisas do amor. Mais tarde quando fui contar ao rapaz a ideia que tinha tido, disse assim: aqueles riscos como eles fazem na prisão. A frase saiu-me só com o intuito de explicar aquilo que queria dizer, mas no fundo fiz a ligação perfeita entre o significado da aliança/ideia dos risquinhos. A aliança que é o símbolo do compromisso e os risquinhos que significam que estão presos um ao outro, no bom sentido claro.
Não é comigo, mas irrita-me
Normalmente são duas as semanas no ano em que há uma grande troca de mensagens e chamadas telefónicas, sendo elas na semana do Natal e depois na da passagem de ano. Cá por casa este ritual estede-se a mais uma semana, a seguinte, a do dia de Reis, o dia em que o meu pai faz anos. E se já no Natal me irrito por o seu telemóvel não parar de tocar e ter de ouvi-lo dizer a mesma coisa, over and over again. Uma semana depois ainda mais me cansa, ouvir trezentas mil vezes "o que importa é que haja saúde". E na última semana, apesar de no dia do seu aniversário, ser um dia normal, e já haver escola e trabalho, toda esta parafernália de chamadas não deixa de me aborrecer a partir do momento em que ele chega a casa. E ontem, ao fim do dia, até fomos ver a contabilização de chamadas diárias, nada mais nada menos do que: 220 chamadas, 50 mensagem e mais não sei quantos e-mails e mensagens no Facebook. Não sei se fico contente por serem logo três semanas seguidas e já só ter que levar com este Carnaval em Dezembro ou se fico irritada por ter que aturar toda esta gente, muitos deles que ligam por obrigação. Percebam uma coisa, se querem agradar, façam mesmo aquilo que querem, não liguem.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Isto agora é um descontrolo
Tenho uma ideia, escrevo-a no bloco de notas do telemóvel depois é só copiar e colar na aplicação do blog e pedir para guardar no servidor. Depois chegar ao computador escolher uma imagem, postar e já está. Acabaram-se os textos nos blocos de notas convencionais e o trabalho que dá depois ao copiar para o computador. Assim faz-se logo tudo entre duas máquinas e só não posto directamente do telemóvel porque gosto de coisas bonitas e com imagens fofinhas.
Todos nós
Deviamos ter um livro assim - onde estão escritos todos os nossos sonhos. Para não nos esquecermos, para não nos perdermos. Para quando tal acontece, podermos voltar sempre ao nosso recurso, ao principal, para voltarmo-nos a focar naquilo que realmente importa. Melhor, para termos qualquer coisa a que nos agarrar quando tudo corre mal. Para termos esperança e força de que tudo vai ser melhor, como nós queremos.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O que a espera faz às pessoas
Estava eu na fila de um hipermercado, olho para o lado e vejo uma miúda nova com um carrinho cheio e de phones nos ouvidos a cantar. Passado um pouco aparece um rapaz, coloca mais algumas coisas no carrinho e vai-se embora mais uma vez, volta. Não consigo perceber o que são, dois amigos que partilham uma casa ou um casal que decidiu ir morar juntos. Parecem um casal mas não há nenhum gesto que o comprove, vou ficar na duvida para sempre. Apesar de achar que são demasiado novos para tais responsabilidades têm qualquer coisa de especial. E penso: que tenham uma boa vida. Seja ela qual for.
Muitas são as vezes
Em que aqui digo que quero fazer isto, ou comprar aquilo. Desta vez é diferente, não uma coisa que quero fazer mas uma que acabei mesmo por fazer. Achei a ideia desta imagem interessante, duas argolas me bastavam para criar um bloco de memórias giro e divertido. Assim o fiz, todas aquelas folhas que por ali estavam espalhadas à espera que as guardasse foram postas numa coisa deste género, as minhas listas mais parvas, algumas imagens, uma carta, folhetos, lembranças e esboços. Um bocadinho de tudo que vai acabar por tornar aquilo numa coisa especial. Com o seu desenvolvimento, a seu tempo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O ataque das 11
A minha originalidade no que toca a arranjar passes é para lá de espectacular e entre as duas que tenho não sei mesmo qual será a mais fácil de descobrir. Isto é para quem me conhecer e se der ao trabalho. No fundo, gosto de pensar que a do blog é mais difícil, por um simples motivo é mais importante para mim do que o mail e o facebook, juntos. Pois que isto chega a esta hora da noite e uma pessoa põe-se a pensar nestas coisas, o que é uma chatice. E se calhar, em vez de dissertar este tema aqui sozinha, que isto nem com os meus botões lá vai (tenho que arranjar um pijama que tenha), vou mas é pegar no telemóvel e dissertá-lo com a única pessoa que tem conhecimento das minhas senhas. Isto é, se ainda estiver acordada.
Mais uma vez tens razão, Fernando
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos num substracto de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Dá que pensar
O mundo está dividido. Sempre, por todas as razões e mais algumas. Está dividido entre aqueles que já andam e os que ainda não. Entre aqueles que entraram no infantário e os que não entraram. Entre aqueles que têm aquele jogo e os outros que não têm. Entre aqueles que usam roupa de marca e os que não usam. Entre aqueles que têm namorado e os que não têm. Entre quem já fez sexo e quem não fez. Entre aqueles que entraram para a universidades e aqueles que não. Entre aqueles que já acabaram o curso estão a trabalhar e entre aqueles que não. Entre os que já têm casa própria e os outros que ainda moram com os pais. Entre quem já casou e os que continuam solteiros. Entre quem tem filhos e quem não tem. Entre quem tem uma casa de férias e quem não tem. Entre quem viaja e conhece o mundo e entre aqueles que nunca saíram do seu país. Entre os que já têm netos e os que não têm. Entre quem já está reformado e quem ainda não está. E no fim, entre quem já morreu e aqueles que por cá continuam. E vai se a ver e passámos a vida toda assim, divididos. E isto influência-nos em muitas aspectos, na sociedade, no trabalho, nas amizades. As coisas que deviam ser básicas e simples, só importantes para a vida de cada um acabam por nos definir naquilo que somos, nesta sociedade. De aspectos.
Coisas que me dizem*5
A capa do teu livro é gira. É dourada.
E pronto, a cada dia que passa a minha mãe surpreende-me, ia lá eu alguma vez pensar que a mulher até que gosta de dourado.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Isto hoje foi a loucura
Para primeiro dia de aulas do ano. Um dos nossos professores decidiu que hoje íamos desenhar-nos uns aos outros, então toca de nos pôr a pares para fazermos o retrato de quem estava à nossa frente. E mais uma vez se comprova que eu sou incapaz de fazer o que me mandam no que toca a proibições, pois com certeza que eu tinha que estar bem paradinha para durante uns minutos ser feito o meu esboço. Mas é-me impossível, simplesmente não dá. Ora me rio, ora bocejo, ora tenho uma comichão. Não fico de todo quieta. Para mim não há nada mais difícil e hoje tive que fazer um grande esforço, mas o J lá conseguiu fazer com mais ou menos gargalhada. Até que acabou por ser divertido, pelo menos até começar a parte de ser eu a desenhar...
1-0
Professora: Essa mala é nova?
C: Não, tem dois anos.
Professora: Hum, onde é que compraste?
C: Na Billabong em Nova Iorque.
Professora: Ah! Eu na Páscoa quero ir a Londres.
C: Não gosto, já lá estive. Duas vezes.
Professora: Eu nunca lá fui.
C: Eu fui dois anos para colónias de férias.
Professora: E os teus país deixaram-te?!
C: Da primeira vez obrigaram-me.
E assim se cala uma professora que só se importa com ela mesma, que só sabe falar dela e das suas coisas. Que passa a aula vidrada no seu pc e o único trabalho que tem é em mandar-nos fichas para o e-mail. Eu não sou de falar destas coisas, nem ando por aí a torto e a direito a dizer onde já fui e onde comprei o quê, mas esta estava a merecê-las. Bastou-me um período para perder a paciência, a partir de agora será sempre assim.
domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Dos desejos
O início do ano dá-nos sempre esperança, aquela de que tudo vai correr melhor, Daí os desejos, eu tenho 12, ou melhor, objectivos, porque acho que tudo o que queremos na vida depende unicamente de nós e não de um ano novo. Mas vai ser sem dúvida um ano especial, de mudança e crescimento, o ano em que vou fazer 18 anos e em que vou dar início à minha vida universitária.
31 de Dezembro
Eu nem dou muita importância a isto da passagem do ano, mas chega este dia - o último dia do ano - e sinto sempre alguma nostalgia. Nem eu sei bem o porquê.
2010
Não foi o melhor ano de sempre porque acho que isso não existe. Acho que um ano é muito tempo e tanto tem de coisas boas como de coisas más. Apesar disso, este foi O ano de muitas coisas. Foi o ano em que fiz os meus primeiros exames que vão contar para a faculdade. O ano em que fui a mais concertos. O ano em que me tornei independente. O ano em que tive as primeiras férias com os meus amigos. O ano em que estive em mais países, até agora. Não o ano em que conheci o meu melhor amigo, mas o ano em que ele se tornou nessa pessoa. O ano em que esqueci, definitivamente, o meu primeiro amor. O ano em que comecei a dar valor às amizades, aquelas que realmente importam e que devemos preservar. O ano em que a minha casa mudou de visual, depois de 14 anos, sempre na mesma. O ano em que me assumi uma romântica e em que tornei o meu quarto num reflexo disso. O ano em que mais questões fiz, sobre tudo e sobre nada. O ano em que tornei a blogosfera num hábito diário. O ano em que descobri muito de mim. O ano em que comecei a usar maquilhagem diariamente. O ano em que me tornei (ainda) mais vaidosa. O ano em que descobri que há estrelas na nossa vida e que devemos valorizá-las, sempre. Resumindo, foi um bom ano. Diverti-me muito, passeei muito, aproveitei-o da melhor maneira que consegui. E posso até não me recordar bem como me sentia no início deste ano mas sei bem como me sinto agora. Feliz, realizada, satisfeita, tranquila. Em paz.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Todos os anos
Vamos ver as luzes de Natal, começamos por Lisboa e acabamos em Sintra. Este ano, além de já ter sido depois do dia 25 também foi só um programa de mãe e filha. Começámos por ir ver os saldos ao El Corte Inglês e depois lá seguimos para o Marques de Pombal, Rossio e por aí em diante. E acabámos como sempre, na Piriquita a comprar travesseiros e queijadas de Sintra. Há coisa mais natalícia?
Folha ou vida?
Gosto da liberdade de uma folha em branco. De uma folha mesmo branca, sem linhas nem quadradinhos a limitar-nos. Poder escrever a direito ou às ondinhas, com uma letra maior ou mais pequena. Poder rabiscar à vontade, fazer desenhos até. Gosto da sensação que uma folha em branco me dá, o poder fazer dela o que quiser. O saber que pode sair dali uma coisa muito boa ou uma muito má, mas ter a liberdade para poder decidir o que vai ser dela. Tal como a nossa vida, são o mesmo. Não passam do mesmo.
Dolce fare niente
Um ou dois dias até que é muito bom, o prazer de não fazer nada. O passar um dia todo na cama ou no sofá a ver uma série ou a ler um bom livro. Só que eu não sou menina para estar parada e só de pensar nuns 15 dias de ferias inteiros assim, acho impensável. Precisamos de descansar, sim, mas a cabeça porque isto de o corpo ficar parado muito tempo não é para mim. Gosto de ter planos, objectivos, mesmo nas férias. Gosto de dias cheios, de programas e de pessoas. E cada vez me empenho mais nisso, no fim acabo por não ter tempo para tudo e para todos mas isso são detalhes. Que ferias há muitas.








































