sábado, 15 de janeiro de 2011
Já que estou numa de resoluções
Aqui vai mais uma: decorar a letra de uma música nova todas as semanas. Ouvi-la até à exaustão, ir cantando para todas as pessoas até estar mesmo na ponta da língua, sem nenhum erro. Vai fazer-me bem à memória. E à alma.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Não podíamos ter ficado lá?
O teres ido comigo para a escola. O passarmos a tarde a estudar juntas. Fez-me recordar (com muita saudade) os nossos tempos do básico.
É o drama, a tragédia, o horror
Para muitos que já não são do signo que eram. Pois que cá em casa todos mudaram, o meu irmão até estreia um novo. Agora eu, continuo com o mesmo. E ainda bem. A menina gosta.
Todas as sextas deviam ser assim
Acordar uma hora mais cedo do que era preciso simplesmente porque já se tinha dormido o suficiente. Tomar um bom pequeno almoço, aquele que gostávamos de ter todos os dias, o que nos reconforta. Ter o pequeno luxo de poder vir ao computador de manhã antes de ter tudo o resto despachado. Ir pôr os cremes e uma roupa bonita. Sair com cachecol e gorro atrás. Com energia suficiente para as duas únicas aulas do dia. E depois regressar, logo de seguida. Só porque nos apetece vir depressa para o sofá, ler aquele livro ou ver aquela série.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ritual
Fazer uma exfoliação enquanto se espera pela máscara no cabelo. O som da música a sair pelo rádio. A água quente a cair como uma cascata. O fechar da torneira. O silêncio. O vapor a sair do nosso corpo. O cheiro a lavado, a todos os produtos utilizados, misturados num único odor. A sensação.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Estava eu
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Teorias
Tenho para mim que os rapazes são como os peixes balão. Dizem que gostam de nós e começam a encher, a encher. Pena que mais tarde ou mais cedo acabam sempre por rebentar...
Será?
Acaba-se uma relação e queremos logo outra, ou a mesma de volta, porque já não nos imaginamos a viver sem alguém. Depois o tempo passa e habituamo-nos a viver sozinhos. Mas sempre com desejo de alguém apareça. Passa mais tempo ainda e aparece alguém. Mas apesar de gostarmos, de querermos, pensamos sempre nos contras. Que se calhar estávamos melhor sozinhos. Tenho a certeza de que tudo isso é só medo. Medo da desilusão e de sermos uns eternos insatisfeitos. Nunca nos contentando com o que a vida nos dá.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Passo o testemunho ao mano
Estava eu no segundo ano quando tive que fazer um exame para verificar se precisava de usar óculos ou não. Nessa altura queria muito ter que os usar porque queria uns do Mickey (?!) que acabei por nunca ter. Claro que pouco tempo depois já os detestava e queria deixá-los em casa, coisa que também nunca aconteceu. E assim foi, durante toda a minha infância e início de adolescência tive que usar óculos, até que há uns três anos atrás o médico deu-me autorização para só os utilizar quando estava a ler, ver televisão ou no computador. Hoje voltei lá porque andava a ver mal ao longe quando os usava e para espanto dos meus espantos, ele informou-me que já não preciso deles. Melhor, a minha visão ao longe é agora de 150%. Dez anos depois deu neste resultado, ainda bem que eu já estava fartinha de ter que andar com este apetrecho atrás. Agora só saem da caixa quando estiver a jogar Sims que isso sim ainda me cansa a vista.
Da inocência
Lembro-me de ser pequena, ter uns 6 ou 7 anos, e estarmos de férias numa casa alugada algures na costa alentejana. E de, ter sido confrontada com o primeiro problema da minha vida. Lembro-me tão bem de pensar que depois de dormir uma sesta todo aquele drama ia sair da minha cabeça. E lá fui eu, a miúda que nunca dormia à tarde, dormir, com a esperança de que depois do sono tudo ficasse bem. Claro que isso não aconteceu, acordei, desapontada, porque os problemas ainda estavam lá. E por aqui ficaram durante muito e muito tempo. Pois que, hoje em dia, cada vez que alguma coisa má acontece, lembro-me sempre daqueles minutos de inocência, aqueles antes de ir dormir, em que pensava que depois de uma sesta tudo desapareceria. Era tão bom que assim fosse...
Eu quero ser uma arquitecta
E não uma arquiteta. Acho tão ridículo esta história do acordo ortográfico, não fomos nós que demos a nossa língua aos outros? Porquê que agora temos que ser nós a mudar e não eles? Nós é que vamos ter que começar a escrever de uma maneira diferente, sem sentido, porque as nossas antigas colónias assim o decidiram. Não vejo sentido nenhum nisso. E se não fosse pela escola, por daqui a um ano ser obrigada a escrever assim, podem ter a certeza de que não mudava a minha maneira de o fazer. Por aqui as coisas vão continuar iguais, em algum sítio tenho que mostrar a minha indignação. Sorte, no meio de tanta parvoíce, é que este ano o meu exame de Português ainda se vai poder escrever como deve ser. Valha-me isso.
Com a casa atrás
Eu costumo andar com uma mala grande, mas devia era andar com uma gigante! Para ter lá dentro tudo aquilo que realmente preciso ou que quero consoante os dias. Assim de repente, além do habitual [carteira, agenda, estojo, telemóvel, phones, pen, creme para as mãos, batom do cieiro, mini escova do cabelo e chaves de casa] devia andar também com: uma pequena bolsa de maquilhagem, a revista de decoração que compro todos os meses e que quero sempre ler nos momentos mais inoportunos, o meu diário gráfico, o bloco de notas, chapéu de chuva ou óculos de sol (conforme os dias), a caixa dos lápis de carvão e a dos coloridos, e se não fosse pedir muito as aguarelas também, o livro que ando a ler nessa altura, a máquina fotográfica, uma garrafa de água, as luvas e o gorro, e pastilhas elásticas (tê-las sempre, visto que só de vez em quando é que ando com um pacote). Pouca coisa, portanto. E perfeito, perfeito seria andar com tudo isto sem me pesar muito nas costas.
domingo, 9 de janeiro de 2011
A esta hora lembrei-me
Daquela noite das nossas férias de Verão em que passamos mais de metade da noite no terraço, enfiados em sacos de cama e encostados a almofadas. A conversar, a cantar e a ver estrelas. A ver estrelas. Tanto tempo que assim ficámos. Tanto tempo que até conseguimos ver os satélites a andar à roda e estrelas cadentes. Estrelas cadentes que passavam muito depressa mas mesmo assim a tempo de pedir um desejo. Que saudades que tenho daquelas nossas férias. E de ver estrelas.
Foi preciso algum tempo
Para me mentalizar. Mas isto tinha mesmo que ser feito: organizar três anos de fotos e passá-los para um disco externo. Trabalho cumprido. Doze mil fotos arrumadas.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Quando neva
Podemos ir andar de trenó, quando há vento, podemos largar papagaios, quando está calor, podemos ir nadar. Mas quando chove... [suspiro]
Calvin
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Ideias brilhantes
Ontem uma amiga minha fez um ano de namoro e hoje eu dei-lhe a ideia de que tanto ela como o namorado podiam ir gravando na aliança que usam, um risquinho por cada ano que passar. Demasiado ambicioso, talvez, mas eu continuo a ser uma crente nestas coisas do amor. Mais tarde quando fui contar ao rapaz a ideia que tinha tido, disse assim: aqueles riscos como eles fazem na prisão. A frase saiu-me só com o intuito de explicar aquilo que queria dizer, mas no fundo fiz a ligação perfeita entre o significado da aliança/ideia dos risquinhos. A aliança que é o símbolo do compromisso e os risquinhos que significam que estão presos um ao outro, no bom sentido claro.
Não é comigo, mas irrita-me
Normalmente são duas as semanas no ano em que há uma grande troca de mensagens e chamadas telefónicas, sendo elas na semana do Natal e depois na da passagem de ano. Cá por casa este ritual estede-se a mais uma semana, a seguinte, a do dia de Reis, o dia em que o meu pai faz anos. E se já no Natal me irrito por o seu telemóvel não parar de tocar e ter de ouvi-lo dizer a mesma coisa, over and over again. Uma semana depois ainda mais me cansa, ouvir trezentas mil vezes "o que importa é que haja saúde". E na última semana, apesar de no dia do seu aniversário, ser um dia normal, e já haver escola e trabalho, toda esta parafernália de chamadas não deixa de me aborrecer a partir do momento em que ele chega a casa. E ontem, ao fim do dia, até fomos ver a contabilização de chamadas diárias, nada mais nada menos do que: 220 chamadas, 50 mensagem e mais não sei quantos e-mails e mensagens no Facebook. Não sei se fico contente por serem logo três semanas seguidas e já só ter que levar com este Carnaval em Dezembro ou se fico irritada por ter que aturar toda esta gente, muitos deles que ligam por obrigação. Percebam uma coisa, se querem agradar, façam mesmo aquilo que querem, não liguem.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Isto agora é um descontrolo
Tenho uma ideia, escrevo-a no bloco de notas do telemóvel depois é só copiar e colar na aplicação do blog e pedir para guardar no servidor. Depois chegar ao computador escolher uma imagem, postar e já está. Acabaram-se os textos nos blocos de notas convencionais e o trabalho que dá depois ao copiar para o computador. Assim faz-se logo tudo entre duas máquinas e só não posto directamente do telemóvel porque gosto de coisas bonitas e com imagens fofinhas.
Todos nós
Deviamos ter um livro assim - onde estão escritos todos os nossos sonhos. Para não nos esquecermos, para não nos perdermos. Para quando tal acontece, podermos voltar sempre ao nosso recurso, ao principal, para voltarmo-nos a focar naquilo que realmente importa. Melhor, para termos qualquer coisa a que nos agarrar quando tudo corre mal. Para termos esperança e força de que tudo vai ser melhor, como nós queremos.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O que a espera faz às pessoas
Estava eu na fila de um hipermercado, olho para o lado e vejo uma miúda nova com um carrinho cheio e de phones nos ouvidos a cantar. Passado um pouco aparece um rapaz, coloca mais algumas coisas no carrinho e vai-se embora mais uma vez, volta. Não consigo perceber o que são, dois amigos que partilham uma casa ou um casal que decidiu ir morar juntos. Parecem um casal mas não há nenhum gesto que o comprove, vou ficar na duvida para sempre. Apesar de achar que são demasiado novos para tais responsabilidades têm qualquer coisa de especial. E penso: que tenham uma boa vida. Seja ela qual for.



























