quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Não acho normal
Quando por duas vezes apanho o comboio em dias e horas diferentes e me aparece o mesmo rapaz à frente. Menos normal ainda acho quando estou eu sentada na carruagem do metro e o mesmo rapaz entra por ela a dentro. Duas vezes no mesmo transporte já é coincidência, uma terceira num diferente já é demasiado estranho.
Pois bem
A minha mala além de ser gigante anda sempre cheia de coisas que eu cá não gosto de malas leves. Mas então o que levo lá dentro perguntam vocês. Toda uma parafernália de coisas, ora bem: telemóvel, agenda, bloco de notas, chaves de casa, batom do cieiro, mini escova de cabelo com espelho, estojo (a abarrotar de coisas), lenços de papel, pen e phones. E depois há sempre aquelas coisas que mudam conforme os dias, ora são óculos de sol ou chapéu de chuva, caderno ou diário gráfico, máquina fotográfica ou bolsa de maquilhagem, protector solar ou perfume, creme de mãos ou pastilhas. Enfim, tudo o que couber lá dentro!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Todos acham
Que sou capaz de controlar tudo, tomar conta de todos, ser a líder das obrigações e a organizadora das aventuras. Mas às vezes também precisava que fosse ao contrário, que alguém se lembrasse de tomar conta de mim, só por uma vez.
Vá lá meninas
Contem-me tudo. Quero saber as coisas que vocês nunca largam, as que vão convosco para todo o lado nas vossas malas. Quero ver se há alguém com mais coisas que eu.
[depois logo digo o que anda espalhado pela minha malinha, cof cof]
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
É preciso
Chegar a meio do segundo período do 12º ano para descobrir o que é uma verdadeira aula de desenho. É muito triste, mas é a mais pura das verdades. Foi preciso aparecer uma professora substituta acabada de sair da Faculdade de Belas Artes para descobrirmos tal coisa. É que isto não é só chegar lá e mandar fazer um projecto qualquer, não. É chegar lá, explicar come se faz (a dita teoria) e depois pôr os alunos a aplicarem-na e corrigir o que está errado. Isso, e pô-los todos numa rodinha a trabalhar, com um a servir de modelo, mas isso já é coisa que dá muito trabalho...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ela não está assim tão interessada
Pois é, ela não quer assim tanto falar contigo, nem tão pouco está interessada em conhecer-te. Ora é a paciência que não abunda ora são os exemplos da tua falta de carácter pelas acções que cometeste no passado. Pois que ela até a favor de segundas oportunidades, mas para quê arriscar. Se no fundo não está para se sujeitar. E tem todo o seu direito. Uma coisa é ser simpática, acessível até. Outra é ter que te aturar e ter que levar contigo dia e noite. E para quê. Ela nem está assim tão interessada. Não que não sejas simpático por que até és, se calhar é do nariz que ela ainda não reparou bem mas de quem já lhe falaram mal. E de que vale se no fundo ela não está para se sujeitar. Não que a aparência seja assim tão importante, mas lá está, são as acções do passado que continuam a marcar-te. Ela nem precisa de justificações. E para quê ela dar-se ao trabalho de falar contigo. Se no fundo não está assim tão interessada. Pronto, até podia vir a gostar de ti, que até podes ser boa pessoa. Mas lá está, para quê. Se as tuas acções ficarão para sempre marcadas e se no fundo, ela não está assim tão interessada.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Não era a mesma coisa
Podia ter passado toda uma tarde na ronha entre filmes, chás, mantas e mensagens. Mas não. Passei uma tarde entre cappuccinos, torradas (tantas torradas...), Cluedos, Singstars e, principalmente, amigas. Tanto uma como outra são opções que me agradam, é verdade, mas é tão melhor a segunda escolha. Tão mais cheia de vida, de gente, de conversas que nunca se esgotam, de amizade e desabafos. Era ser assim mais vezes, só isso.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Tenho andado a pensar...
E cheguei à conclusão que tenho, pelo menos, estes três requisitos para um futuro namorado. Ora bem:
- ter o cabelo rapado (e barba de três dias)
- ter carta (e carro)
- pesar mais do que eu (e não, não sou gorda)
Posto isto, há muitos outros requisitos, claro está, mas esses são mais que óbvios.
- ter o cabelo rapado (e barba de três dias)
- ter carta (e carro)
- pesar mais do que eu (e não, não sou gorda)
Posto isto, há muitos outros requisitos, claro está, mas esses são mais que óbvios.
Tal imagem fez-me lembrar este episódio
Há umas semanas atrás não tivemos uma qualquer aula antes do almoço e estávamos para lá todos sentados sem fazer nada quando alguém teve a ideia de jogarmos ao Verdade e Consequência (há lá coisa mais infantil, nada disso). Lá pusemos as cadeiras todas numa roda e começámos a jogar, jogo que rapidamente se tornou simplesmente no jogo da verdade, que isto para nós as consequências já não têm piada. A coisa já estava a aquecer quando decidimos que era hora de ir almoçar, mas não foi por isso que o jogo acabou, continuámos pelo caminho até ao restaurante, com algumas perdas e umas substituições. Continuámos enquanto comia-mos e depois também, apesar de estar cada vez mais difícil, quer se dizer, já desde o início estava. E no fim, depois de passarmos mais de duas horas nesta palhaçada, apercebemo-nos todos de uma coisa, para nós era difícil jogar o jogo da verdade, por que no fundo já sabíamos quase tudo o que havia a saber sobre os outros. É ou não é bonito chegar a tal conclusão?
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Juro*
Desde que passou a passagem de ano que não bebo refrigerantes, mais concretamente Coca-Cola, excluindo o facto de continuar a beber água das pedras que tem gás, mas pronto. E não é que agora me deu para sonhar que ando a bebê-la? Vou ter que matar o desejo ou continuar a privar-me de tal coisa? Ai, ai...
*ando a jurar muito...
*ando a jurar muito...
Será do medo de que acabe ou da vontade de ficar com memórias?
No início do ano lectivo comprei uma agenda nova, agenda essa que era direccionada para os alunos do secundário, achei interessante por que vai mais à frente do que uma simples agenda, além de ter informações relacionadas com faculdades, o metro, salas de espectáculo, museus e afins. Tem ainda uma parte para escrevermos dedicatórias (o que no fim deste ano vai dar muito jeito), pôr-mos fotos, anotarmos os nossos concertos, entre outras coisas. Mas o que me fez mesmo comprar esta agenda foi o facto de na capa ter um autocolantes, tipo post-it, que dizia "Ainda vou ter saudades desta vida!", o que acho, sinceramente, que vai ser verdade daqui a uns tempos. Mas perguntam vocês o por quê de toda esta conversa sobre uma simples agenda. Ora bem, algures no seu interior diz que este vai ser um ano memorável, coisa que me deixou a pensar, então o que posso eu fazer para tornar este ano realmente memorável?, ora aí está: decidi apontar tudo o que fazia, e faço, nesta agenda. Em vez de a ocupar com aquilo que tenho para fazer, ocupo-a com o que fiz. Estranho? Não é assim tanto, tornou-se no meu diário, numa versão por tópicos. E aqui escrevo realmente sobre tudo, onde vou almoçar e com quem, os filmes que fui ver ao cinema, os livros que acabei de ler em determinado dia, o fim-de-semana aqui, o jantar ali, as consultas, os cafés, as tardes em casa das amigas. Realmente tudo, para que daqui a uns anos possa pegar nela e comprovar realmente que tive um memorável ano de finalista. Maluca? Talvez, todos os meus amigos acharam ridículo o que eu estava a fazer quando falei da ideia, mas agora até que acham piada e concordam comigo. Porque agora até pode não significar grande coisa, mas daqui a uns anos de certeza que quando olhar para ela e ver tudo o que lá está vai ter a sua graça.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Tão picuinhas que estou
Em relação ao meu armário. Cada vez tenho mais roupa, é um facto. Mas também é verdade que cada vez estou mais organizada no que toca a arrumá-la. Que isto tem que estar tudo muito bem dividido por secções, é parte do armário para vestidos, é outra para casacos (ai, os casacos, cada vez mais a minha perdição...), outra para as lãs, mais uma para as calças, outra para camisolas, mais uma parte destinada aos sapatos e por aí adiante*. Isto sem esquecer as cinco gavetas por onde estão divididas as t-shirts, camisolas de meia estação, camisolas de inverno, calções e leggings, camisolas básicas e casacos de malha... Todo um rol que completa a colecção da minha vida, isto é, pode-se chamar colecção a coisas que se usa? Cá para mim, sim, que assim vou mantendo a desculpa para poder continuar a alimentar este vício. O problema em toda esta organização instala-se quando a minha mãe, com toda a sua boa vontade, e com o meu agradecimento que por vezes também tenho os meus momentos de preguiça, começa a arrumar a roupa que durante a semana se começou a acumular na cadeira. Isto porque depois, quero vestir uma coisa, que se não está no sítio onde devia estar, para mim é como se estivesse para lavar ou engomar, e depois a minha mãe insiste em dizer que arrumou, e eu a dizer que não, que não a encontrei, quando no fim só estava era no sítio errado. Picuinhas, mesmo picuinhas, prefiro perder tempo a dobrar e arrumar a minha roupa a ela ser arrumada por outra pessoa mas no sítio errado. Só eu.
*coletes, saias, camisas, blusas, cachecóis, malas...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Acho piada
Àquelas pessoas que não conseguem ser elas próprias numa relação, que se adaptam sempre com o medo da rejeição. É que assim, nunca chegam a experimentar o verdadeiro amor, porque nunca nínguem vai gostar delas pelo que realmente são, só por aquilo que fingem ser, nem elas vão amar pelo simples facto que amar não é agradar o outro. Isto é, uma pessoa tem que ser aquilo que sempre foi, na sua essência, mas com cedências, com tolerância, não com mudanças radicais de personalidade. Pois que no fim vai-se a ver e existiram trezentas namoradas e mudou-se por todas elas, de atitudes, de opiniões, de gostos. E para quê? Para o simples facto de fazer com que essa pessoa goste de nós. Mas essas coisas não podem ser forçadas, ou se gosta pelo que se é, ou nada há a fazer. Para mim, são uns tristes passam a vida como uns "adaptados". Pena também, é só perceberem tarde de mais o quão burros foram. Ou então, nunca perceberem, de todo.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pois é, pois é
Melhor que recordar tudo o que já passámos com os nossos amigos, é fazermos planos novos. Para o que vem a seguir.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Juro que é hoje
Chega ao fim de semana, olho para a minha prateleira de livros e penso sempre: apetece-me voltar a ler a banda desenhada do Garfield, e já vai para algum tempo que digo isto. Mas tempo é coisa que não tenho tido muito [ou cabeça para fazer certas coisas, é capaz de ser mais isso], hoje tenho. Portanto, de hoje não passa. Isso e treinar guitarra.
Eu, uma desapreciadora de gelados confesso...
Que ontem fui experimentar os gelados do Santini, e não é que gostei? Isto de comer gelados já é estranho, em Fevereiro ainda mais. Mas com uma waffle a acompanhar, lá que consegui fazer o esforço. E pronto, no fim até gostei. Estão oficialmente declarados os únicos (ou dos poucos) gelados que a Lady C gosta. Agora lá para Julho como outro e está feita a dose do ano.
Filme de sábado à noite
Um filme como já não via há muito tempo, onde ri do princípio ao fim. Comédias destas é o que se quer.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Daqui a pouco estou chalada
E as litradas de chá que bebo quando estou a estudar? São chávenas umas a seguir às outras, com bolachinhas pelo meio, só assim para ensopar. E ontem o chá escolhido, foi chá inglês. Vá-se lá saber porquê...
Tudo e depressa
Cada vez aproveito mais os momentos de silêncio, porque cada vez são mais raros. A vida é uma confusão. Uma confusão barulhenta. E depois, quando damos por nós a só ouvir o silêncio quase que nos apetece chorar de alegria. Pois que parece que hoje em dia, ninguém consegue estar calado, aproveitar a calmaria. Querem tudo e depressa e tornam-se incapazes de aproveitar o que de melhor a vida tem. A calma e a serenidade com que somos capazes de viver. Mas não, querem tudo e depressa, para ontem. Que isto, o mundo pode acabar amanhã.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
[quase] efemérides
Se a minha prima ainda tivesse namorado, hoje faziam três anos. Se eu ainda tivesse namorado, daqui a exactamente uma semana, fazíamos três anos. Mas isto são ses que não interessam para nada, o que realmente interessa - e importa - é que daqui a dois meses, por esta hora, estarei eu no aeroporto à espera do avião que me vai levar a Londres.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Belo início de semana
Acordar sem voz e com dores de garganta. Tomar um comprimido. Chegar à escola e ficar logo irritada por perceber que nínguem é capaz de fazer a mais simples coisa sem mim. Chegar a Educação Física já a suar (depois de voltas e mais voltas) e com muito pouca vontade para trabalhar. Fazer a aula a meio gás para ver se não ficava pior. Estar sol, a aula ser na rua e eu estar cheia de frio. Parar e não fazer mais nada, só esperar que tocasse. Uma dor de cabeça começar por causa do barulho nos balneários. Ir para desenho e ficar ainda pior, que naquela turma parecem todos uns selvagens (exceptuando a parte em que foi o coordenador quem esteve a tomar conta de nós). Quase chorar de tantas dores de cabeça. Não aguentar mais e pedir à mãe para me levar para casa. Passar na farmácia a comprar outros medicamentos. Esperar pelo almoço embrulhada numa manta por que estava cheia de frio. Almoçar, bem, pois a fome já era muita. Verificar se tinha febre. Não. Tomar medicamentos, beber chá e deitar-me no sofá. Adormecer e acordar com a chamada do pai, não é melhor ires ao médico?, para já não, não tenho febre. Dor de cabeça ainda em alta. Passar o resto da tarde na ronha, a ver televisão e a pensar nas aulas a que faltei. Temos pena. A mãe voltar e impingir-me um lanche. Torradas e cappuccino, e toma lá mais dois comprimidos para ver se essa dor de cabeça passa. Acalmou. Sexo e a cidade. Amiga a ligar para saber se estou melhor, quero lá eu saber das dores de garganta, o que me incomoda mesmo é a cabeça. Ir tomar banho para aquecer. Regressar ao sofá, já de pijama, e responder às mensagens em que me perguntavam se já estava melhor. Estudar um bocado de português que amanhã é capaz de haver ficha. Ir ao computador ver algumas coisas. Jantar, mãe posso comer pizza?, a minha sorte é que mesmo doente não perco o apetite. Voltar ao computador e escrever isto. E agora? Esperar pelo House que vão começar novos episódios e a seguir ir enfiar-me na cama. E sim, já estou melhor.





























