domingo, 15 de maio de 2011
Random
Só agora é que me apercebi que já só faltam três semanas de aulas e que eu ainda tenho mil e quinhentas coisas para fazer. Não só fui a Boston como a Nova Iorque e assim foram mais dias por aqui perdidos. Estou ainda a sofrer de um choque térmico visto que aqui já anda tudo de tops e afins enquanto que eu nestes dias não saía sem casaco e cachecol. Pode-se dizer que dormi umas duas horas no meio das quarenta e oito que tem um fim de semana. Mesmo da terceira vez, continua a fazer-me confusão regressar a Portugal e ver prédios tão pequenos. Ainda não tenho noção que já voltei à realidade e que amanhã já há escola. Fotos não sei para quando. Na América, todos os nossos desejos se realizam mesmo.
Pois é
Posso até já ter saudades de comer bagels ao pequeno almoço, de parar na Starbucks, de olhar para a janela e ver o Empire State Building, da minha liberdade, de andar na rua e as pessoas sorrirem para mim, de comer cachorros quentes em cada esquina, de olhar para o mapa para ver a direcção que tenho que tomar para o metro me levar onde quero, de fazer compras, de estar num universo paralelo onde o meu fuso horário era diferente de todos os outros, de olhar para cima e não conseguir perceber onde acaba um prédio, de ver sítios novos e diferentes, de observar pessoas, de tirar fotografias, de procura esquilos no Central Park, de ouvir cada pessoa a falar uma língua diferente, de prestar atenção para ver se encontro portugueses, de irritar-me com a quantidade absurda de brasileiros que há espalhados por todo o lado, da confusão, de ver centenas de táxis amarelos, de comer Nuts 4 Nuts, de ir às farmácias que têm tudo, desde comida a material escolar, de ver que todas as pessoas têm estilos diferentes mas sempre uma coisa em comum - o seu iPhone, de atravessar a estrada com mais 50 pessoas, para cada lado, de estar lá sem pensar em quem não merece, de ver que a anormalidade pode ser normal, de assistir a um jogo de NBA ao vivo, de ver estudantes nerds em todo o lado, de pensar em lembranças para toda a gente, de ver o gosto e o empenho das pessoas em qualquer que seja o seu trabalho, de falar com as pessoas só porque elas meteram conversa comigo, de ver de manhã o Good Morning America. Mas também já estava farta de comer sempre em restaurantes, de dormir em hotéis, de arrumar malas e tirar etiquetas, de andar (muito), de ter que vestir camisolas e casacos atá mais não, de ter poucas opções de escolha de roupa apesar das muitas e muitas compras, de andar com a mochila às costas, de empurrar portas e pensar na nojice que estaria ali entranhada da quantidade de pessoas que tocam naquilo durante o dia. Posso até dizer que já tinha saudades da sopa da minha mãe, de poder pegar no telemóvel e poder mandar uma mensagem só porque sim, de estar com as minhas pessoas, de ouvir a minha língua, da minha rotina diária, de lavar as mãos sem ser só nos restaurantes e ao fim do dia no hotel, de escrever, do meu sofá e da minha manta, até de andar de carro. No fim, as mais pequenas coisas são sempre as que mais sentimos falta, mesmo nos grandes momentos, nas grandes oportunidades. Sem dúvida alguma.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
Parto, outra vez
Boston será o meu Comer, Orar, Amar. O amor ficará em Lisboa, o orar será substituído pelo pensar e o comer, esse sim será para continuar a ter em conta. Esta vai ser a minha oportunidade de ficar a saber se gosto ou não de viajar sozinha. Vai fazer-me bem, sair daqui [quando não devia], quebrar a rotina e ir ver coisas novas. Passar por outras experiências. Esperasse coisas boas desta aventura, daqui a uns dias conto as novidades.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Quando é que vai ser diferente?
Por vezes conhecemos pessoas, começamos a ter um certo interesse por elas, criamos expectativas. Lá está, sempre as expectativas que não somos capazes de evitar. O que é mau, por que depois estamos com essas pessoas, gostamos de estar, mas quanto mais tempo passa, mais nos vamos apercebendo que as coisas não são bem como nós pensávamos que seria e deixamos de querer estar com essas pessoas. Isto acontece, às vezes, mas mesmo assim é uma pena. Não gosto nada.
Todos os rapazes
Deviam ler isto. Ler, ou já saber à partida. Quero um namorado que saiba todas aquelas pequenas coisas. Ponto.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Foi exactamente isto que aconteceu hoje
A professora deu-nos mais uns dias para acabarmos as nossas telas e bem que estávamos a precisar. Agora é dar mais um bocadinho de nós e acabar as obras primas.
Há muitas assim
As pessoas pequeninas vibram mais com a vida dos outros do que com a deles. As pessoas pequeninas contentam-se com pouco e admiram-se com o muito dos outros. As pessoas pequeninas não têm capacidade de se rirem de si próprios mas são os primeiros a rirem-se dos outros. As pessoas pequeninas são as primeiras a julgar os outros quando não sabem nem metade das coisas mas são os que ficam mais indignados quando lhes apontam o dedo. O pior é que a maior parte das vezes, estas pessoas pequeninas, já são pessoas grandes. Mas só em tamanho.
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Falando em compras
Esta foi a minha última aquisição, depois de muito pensar se ia gostar de me ver com elas. Lá decidi arriscar, numa cor neutra e um modelo que é capaz de ficar bem com tudo. Acho que vai ser das coisas que mais vou usar nesta primavera, a ver vamos.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Eu sei que este blog anda uma seca
Mas como se pode ver, a minha vida não. Ainda ontem andava a passear pelas ruas de Barcelona, a tirar montes de fotografias e a prestar atenção aos mais pequenos pormenores da cidade. Depois lá andei outra vez eu de metro, comboio e autocarro para conseguir chegar ao aeroporto, mais um voo, o quarto em menos de duas semanas. Tudo apontado no meu diário de voo, isso e os dias de férias mais que detalhados no diário de viagem. Viagens e passeios à parte, é bom estar de volta. É muito bom.
domingo, 17 de abril de 2011
Assim sendo, tenham todos uma boa semana
Todos nós fazemos planos, sejam eles a longo ou a curto prazo. Fazemos planos para a nossa vida, para o nosso futuro, para aquilo que queremos ser e que queremos alcançar. Mas também fazemos planos para a próxima tarde livre, para o próximo fim de semana, para o que vamos dizer naquele rápido encontro no café ao fundo da rua. Mas nunca, nunca os nossos planos correm exactamente como queremos. Podemos pensar nas coisas de mil e uma maneira diferentes, durante horas ou mesmo dias mas depois, quando chega o momento, acontecem sempre de uma maneira diferente, daquela maneira que nós nunca poderíamos imaginar, seja ela boa ou má. Seja ela melhor ou pior do que aquilo que estávamos à espera. E assim devíamos chegar à conclusão que não vale a pena planear nada, que não vale a pena pensar no futuro mas sim aproveitar o presente. Mas não conseguimos, como seres racionais que somos, somos incapazes de tornarmo-nos estéreis de ideias, mesmo que depois saiamos desiludidos com as nossas altas expectativas. De nada vale dizer que não vale a pena sonhar e planear, porque a vida encarrega-se de tornar as coisas diferentes, sempre diferentes, com boas e más surpresas pelo caminho. Tudo isto para dizer que eu tinha estas minhas férias planeadas: cinco dias em Londres, uns três a descansar e toda uma semana de estudo geométrico intensivo. Mas não vai ser nada assim, esta noite parto para Barcelona, onde vou ficar cinco dias - a passear, a fotografar, a conhecer e espero eu, a descansar alguma coisa. E assim, posso, mais uma vez dizer, que de nada vale fazer planos, porque a maior parte das vezes, as coisas acontecem de uma maneira diferente, neste caso, acontecem de uma maneira melhor [depende da perspectiva que isto mal comecem as aulas vou ter que trabalhar no duro, mas pronto], não vou ficar aqui fechada em casa a fazer riscos mas vou sim andar a viajar e (re)conhecer um novo sítio. Que sorte a minha.
sábado, 16 de abril de 2011
Querida amiga,
Compreendo, melhor que ninguém, o que tu estás a passar. Já passei por isso, já grande parte passou. O perder um grande amor. O sofrimento. A angustia que sentimos dentro de nós. O ter o coração partido, partido não, que ele é um músculo, ter o coração esmagado. O vazio. O chorar como se não houvesse amanha. O não querer comer e o não conseguir dormir a pensar nos tantos porquês. O desejar que o telemóvel toque e que o seu nome esteja escrito no écran. A tristeza que sentimos dentro de nós. O desgosto. O ter o coração partido, partido não, que ele é um músculo, ter o coração esmagado. O não ter vontade para fazer nada. O querer voltar atrás para emendar os erros que nos apontam agora. O desejar que haja uma reconciliação e que tudo volte a ser como era. O ter o coração partido, partido não, que ele é um músculo, ter o coração esmagado. Pior que o fim, é o saber que eu não estava cá para te apoiar num momento tão difícil, mas estou agora, estou sempre, nem que seja à distância de uma chamada. Mas no meio disto tudo, tenho boas notícias para ti, ninguém morre por amor. Podes ter o coração esmagado, podes até achar que já nem tens coração, mas ele está aí. E mais tarde ou mais cedo vai sarar, vai se recompor. Com o tempo. Só com o tempo. E eu estou aqui, sempre, para o que for preciso.
Londres: as aprendizagens [pelo menos as minhas]
Como já aqui o disse várias vezes, para mim as viagens são sempre experiências em que aprendo muito. Esta não foi excepção, aliás, deve ter sido das viagens em que mais aprendi, tanto a lidar com os outros como a controlar a minha preocupação e irritação, que isto, de viajar com mais onze pessoas não é nada fácil. Muito menos para mim, que sentia uma responsabilidade acrescida por ter organizado toda esta aventura. E se no primeiro dia, andava apressada, enervada e mais que insuportável para com todos, depois disso comecei a relaxar e a aproveitar a viagem que foi para isso que fui. Deixei de dar importância a quem não a merecia e comecei a usufruir da companhia daqueles que realmente importavam. Comecei a divertir-me e deixei de ligar às pequenas coisas que no início me faziam explodir. Aprendi a conviver com as mesmas pessoas quase 24 horas por dia durante cinco dias e quem acha que é fácil, adormecer e acordar a ver as mesmas caras e a ouvir as mesmas vozes está muito enganada, pelo simples facto, que ali o único tempo em que cada um estava sozinho e nem sempre em silêncio, era no banho. Mas valeu a pensa, principalmente pelo facto de já nos conhecermos há três anos mas termos consolidado ainda mais esse conhecimento nestes tão curtos cinco dias. Foi realmente uma boa experiência, agora ficaram as fotos, as memórias e as tantas England Jokes. Ah, e os planos para umas novas férias.
Londres: as compras
Ir a Londres e não comprar nada, soava a coisa impossível na cabeça das meninas e assim, aproveitámos o dia em que andávamos sozinhas para gastar da melhor maneira as libras que tínhamos. Lenços não é coisa a que eu esteja habituada a usar mas apaixonei-me perdidamente pelo padrão deste e pelas suas multifunções (pelo facto de ser gigante) e tornou-se num dos objectos que me deu mais jeito nesta viagem, pelo vento frio que viemos a sentir nos últimos dias. A carteira já tinha ficado na minha cabeça desde a minha ida à loja Pylones em Berlim e sabendo em que havia uma em Londres - a primeira loja que fui desta marca - não podia deixar escapar a oportunidade de comprar a carteira que tanto queria e precisava. A mala foi um daqueles achados que não estava mesmo nada à espera de vir a comprar, mas adorei-a assim que vi, na famosa feira de Portobello Road, mais uma para a minha já grande colecção, pronto. A Vogue era uma daquelas coisas obrigatórias a trazer, visto que ando a coleccioná-las e torna-se engraçado ver as semelhanças e diferenças com a portuguesa. O chá também era outra das coisas que não podia faltar, por ser a típica prenda para a família e o meu maior vício, caixas e mais caixas cá para casa. Ainda trouxe mais umas quantas coisas, mas essas já foram entregues a quem estavam destinadas. E apesar da libra estar cara, [quase] tudo o que comprei foi comparativamente mais barato que cá. Saldo e satisfação positivos de uma viciada em compras.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
De volta
Cansada, muito cansada mas contente. Foi uma boa viagem. E voltei apaixonada. Pelo metro londrino, claro está.
[fotos lindas mai logo, vou dormir a sesta]
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Chegou a hora
Depois de muitas horas perdidas entre pesquisa, marcações, transferências bancárias e afins, vou finalmente partir com o meu rebanho. See you next week!

















