segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sabe bem
Pegar nos livros e numa mochila com roupa e sair daqui. Começar o estudo intensivo noutro sítio. No campo.
One moment, one photo*2
As pequenas coisas que fazem o meu dia: a vista do banco onde estava sentada depois de subir a Calçada do Carmo. A altura do dia em que estive sozinha para pôr os pensamentos nos seus lugares, nas suas gavetas. Alguns para os fechar lá, trancar e deitar a chave fora...
I will never loose you
Há 12 anos juntas. A minha pessoa, a que sempre esteve, está e sei que estará na minha vida. Uma das minhas poucas certezas, mas a maior. A melhor. A de sempre e para sempre.
Todas as coisas têm o fim
Neste momento, foi o meu secundário que chegou ao fim e eu não sei aquilo que sinto. Não sei se estou contente, se estou triste. Sei que foram 3 anos da minha vida, provavelmente aqueles em que mais cresci. Três anos em que aconteceram muitas e muitas coisas, aquela que até hoje posso dizer ser a pior da minha vida, que foi superada com outras muito boas. Penso naquilo que era quando entrei naquela escola pela primeira vez e naquilo que sou agora que estou prestes a sair. Entrei lá uma miúda e saio de lá outra, maior por dentro. Hoje foi o meu último dia de aulas ali, para sempre, e um misto de emoções apoderou-se de mim - tristeza, nostalgia, medo. Tristeza por mais uma etapa ter chegado ao fim. Nostalgia por pensar, apesar de tudo, em todos os bons momentos que lá passei. Medo por aquilo que vem a seguir. Não foi o melhor fim de secundário de sempre, não aquele que estava à espera mas aquele que esperava por mim. O que não nos mata torna-nos mais fortes e mais forte saí de lá de certeza. Acabou mal em alguns aspectos, mas bem noutros, que as coisas têm a importância que lhes damos e há momentos em que percebemos o que realmente importa e quem realmente merece que nos importemos com eles. É por esses que estou bem. Tudo aquilo que perdi nestes três anos não e nada comparado com que aquilo que ganhei. A experiência, a convivência, as aprendizagens, as oportunidades, as memórias. Tudo isso fica no coração, tudo fica, porque tudo e todos, de uma maneira ou de outra marcaram esta fase. Uma fase que se pode dizer ter sido muito boa, que passou rápido e acabou demasiado depressa. E a mudança pode não ser o meu forte mas todos precisamos dela e mais uma chegou. Falta agora a parte mais difícil deste fim, os exames, porque apesar de já não haver aulas ainda há muito trabalho pela frente. Depois, o que vier a seguir, só pode ser melhor. Só tem que ser melhor.
[e consegui escrever tudo isto sem chorar, mas sempre com uma lagriminha no canto do olho, que isto, há fins, que são sempre mais difíceis que outros]
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Dog days are over
Finalmente posso dizer isto e que todas as obrigações escolares acabaram, agora é aproveitar da melhor maneira o último dia que me resta naquela escola. Ah, e quem achou por bem juntar o período com o fim do secundário e a aproximação dos exames nacionais, achou muito mal, que isto hoje só me está a dar é para chorar e não é pouco. De maneiras que é isto - estamos em modus sensível non stop.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O tempo não ajuda
Mas o bom, era pegar nos óculos de sol e num livro e sair porta fora rumo a uma qualquer esplanada. Apanhar sol e ler muito. Era o que se queria para hoje.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
One moment, one photo*1
As pequenas coisas que fazem o meu dia: hoje, no meio de um dia de tanto trabalho, ainda houve tempo para um banho relaxante e para tratar do cabelo. E concluir, depois de o esticar, que está cada vez maior, tal como eu quero.
A sério, quando?
Quando é que vamos dar um passo em frente? Quando é que vamos deixar de pensar em “ses”, em hipóteses, em condicionantes? Quando é que vamos dar a volta ao mundo? Quando é que vamos deixar um emprego que nos deprime? Quando é que vamos dizer a verdade a quem a merece ouvir? Quando é que vamos organizar o armário? Quando é que vamos pensar em nós? Quando é que vamos começar a correr? Quando é que vamos parar de correr atrás? Quando é que vamos cortar o cabelo acima dos ombros? Quando é que vamos dizer “amo-te”? Quando é que vamos dizer “odeio-te”? Quando é que vamos parar de adiar? Quando é que vamos pôr a papelada toda em dia? Quando é que vamos admitir que temos saudades? Quando é que vamos deixar de ser parvos? Quando é que vamos começar a ser espertos? Quando é que vamos beber 2,5 litros de água por dia? Quando é que vamos atirar-nos para o chão a chorar de tristeza? Quando é que vamos deixar de ter vergonha de olhares alheios? Quando é que vamos ser capazes de vestir roxo e vermelho? Quando é que vamos fazer uma limpeza daquelas? Quando é que nos aventuramos no dentista? Quando é que entramos em dieta? Quando é que assumimos os quilos a mais? Quando é que vamos ser nós? Quando é que vamos ajudar alguém? Quando é que vamos poupar? Quando é que vamos esbanjar tudo nuns sapatos de 12cms? Quando é que vamos ter filhos? Quando é que vamos admitir que vivemos bem sem putos? Quando é que vamos cantar aos altos berros? Quando é que lhe vamos dar com os pés? Quando é que vamos admitir que errámos? Quando é que vamos lutar pela razão? Quando é que vamos largar o Facebook? Quando é que vamos tratar do IRS com antecedência? Quando é que vamos passar mais tempo com os amigos? Quando é que vamos fazer um jantar romântico para o marido? Quando é que nos vamos enfiar no carro e andar só porque sim? Quando é que vamos ter um cão em casa à nossa espera? Quando é que vamos parar de fazer perguntas e começamos a tratar das respostas?
Ao ler este texto na sexta-feira passada, fiquei a pensar nele, a verdade é mesmo esta: passamos a vida a pensar em mil e um planos, a dizer que vamos fazer isto ou aquilo, mas depois nada acontece. Isto porque, nunca temos a coragem ou a força de vontade suficientes para fazer algo diferente, mesmo que seja algo que queremos, mas que sai da nossa linha de conforto. Tornamo-nos comodistas, queixando-nos das nossas vidas mas sem fazer nada para as tornar diferentes. E se já acho que isto acontece na nossa idade, como vai ser daqui a vinte ou trinta anos? Vamos continuar a fazer planos, a ter sonhos, mas sem nunca nos darmos ao trabalho de os realizar? Deviamos todos parar de procrastinar e fazer alguma coisa pela nossa vida, nem que isso passe por beber dois litros de água por dia, ou por arrumar o nosso armário. A sério, quando é que vamos parar de nos queixar de perguntar quando e começamos realmente a tratar das respostas?
sábado, 4 de junho de 2011
Não posso nem vou
Ceder à preguiça e ao velho hábito de procrastinar. É pensar que apesar de tudo o que falta fazer, são só mais 4 dias. Mais 4 dias para deixar de ir à escola, ter aulas, estar com aquelas pessoas, e dedicar-me inteiramente ao estudo para os exames. Porque no fim de contas, isso é a única coisa que importa agora.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Tivesse eu
Um pouco mais de tempo hoje e era isto: bolos e cappuccinos, perto de uma janela com muito sol, a acompanhar os exercícios de geometria. Mas não, o tempo aperta enquanto que a lista de afazeres aumenta e assim, temos que aproveitar todos os bocadinhos da melhor maneira, mesmo que isso signifique fecharmo-nos numa biblioteca a estudar...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
É assim
Acho imensa piada, aqueles que julgam sem saber das coisas e ainda acham que ficamos muito afectados quando nos tentam punir ou castigar. Logo nós, que achamos que é somente parvoíce alheia por nem nos passar pela cabeça acharem que fizemos tal coisa. Eu rio-me, primeiro: porque sei bem que estão enganados, segundo: porque é assim que se percebe quem é mesmo amigo e quem nao é.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Já está arrumada
A sapataria de Verão. Pior que ter tudo isto, é não nos lembrarmos que temos tudo isto. Uma vergonha.
[vergonha é isto e ainda não ter arrumado todo o resto do armário e seus pendentes]
Até que fiz bem em experimentar
sábado, 28 de maio de 2011
Há dias assim
Pode nem tudo correr às mil maravilhas, mas há dias em que a boa disposição impera. Só porque sim. Ou porque sabemos que temos uma tarde inteira para nos dedicarmos a nós. Sim, pode não ser muito, mas há que aproveitar as coisas mais pequenas, as mais simples. Posso dizer que tenho mesmo vontade de cantar, mexer-me sem parar, esticar o cabelo, vestir uma roupa bonita e andar por aí a espalhar a minha alegria. Há dias assim.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Impossível de resistir
Apesar da minha pele sensível e de todos os cuidados que tenho que ter com ela (cremes e mais cremes da farmácia e quantidades industriais de protector solar) de vez em quando, não resisto a comprar um creme, digamos que, menos convencional. Não é que a minha paciência para os colocar seja grande, mas mesmo assim tem vindo a aumentar. Acabo por me derreter com as embalagens bonitas e os cheiros tropicais que tão poucas vezes tenho a oportunidade de utilizar. Assim, se vai aumentando a colecção lá por casa e todas as desculpas se tornam boas na altura de variar de hidratante. Então agora com o calor e o verão, as desculpas multiplicam-se, depois queixo-me das borbulhinhas. Mas sabe tão bem mudar de vez em quando.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Questões pertinentes
O ano está quase a acabar e com isso a vida no secundário. E se, durante esta semana a maior parte do meu tempo livre foi ocupada no estudo do português, outra grande parte foi ocupada com a questão que me coloco desde sempre, (ou pelo menos desde que entrei para aquela escola) mas como é que se estuda realmente português? Lembro-me bem de, durante estes três anos, me colocar sempre esta questão quando começavam a espreitar as vésperas de mais um teste. E não é que passados quase uns vinte, continuo sem resposta? Eu bem que me esforço ao tentar ler todos os textos informativos do manual, mais os resumos dos livros de apoio e análise de obra. Mas depois, quando chega a hora de aplicar todo esse conhecimento, acho sempre que todas as horas de estudo foram em vão. Ora porque as perguntas de interpretação de um texto são sempre aleatórias e subjectivas, impossíveis de serem preparadas em casa. Ora porque a gramática que sai, nada tem que ver com aquilo que está escrito nos livros, mas sim com pura lógica. E no que toca à composição? Também pode sempre calhar um qualquer tema que em nada a preparação nos ajuda. E se, já fico insegura antes de um teste, perante todas estas evidências, como hei-de ficar eu nos dias que antecedem um exame nacional?
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Do que se precisa
Eu não anseio por um dia de praia, por uma roupa mais fresca, por um gelado ou por férias. Eu anseio por tempo morto, tão morto em obrigações como nos pensamentos que me assolam a mente de há uns tempos para cá. Paz. Um dia de paz, era o que eu precisava.
domingo, 22 de maio de 2011
Este tempo
Chama-nos para as frutas, pelo menos a mim, e há lá coisa melhor que um sumo de laranja natural? O meu vício mais recente.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Cruzamentos
Se houve coisa que. desta vez, reparei nos Estados Unidos, foi o facto de toda a gente meter conversa com os outros, seja num café, no metro ou até mesmo na espera para atravessar a passadeira. E assim, se vai conhecendo outras pessoas, das que eu me lembro, além de duas raparigas portuguesas que falaram comigo na Starbucks, houve os senhores dos hotéis (que me perguntavam sempre se estava de férias ou à procura de universidade), um senhor num museu, o rapaz que me atendeu na Apple, aquilo foi conversa que durou lá para os vinte minutos, e até o senhor da TAP quando fomos fazer o check in para regressarmos, tinha que lá estar mesmo à espera que o meu pai fosse pagar uma coisa e em vez de estarmos os dois calados, pusemo-nos em amena cavaqueira. E se fiquei a saber que este estuda engenharia aeroespacial e está de férias até Agosto e por isso está a trabalhar no aeroporto, também houve o senhor que trabalhava há 25 anos naquele hotel, o rapaz que estava invejoso por eu ir para Nova Iorque e ter um iPad para me entreter durante a viagem, as duas raparigas que adoram morar em Cambridge "onde se respira juventude", o senhor que me ensinou a analisar as rochas de Marte e a senhora que tinha duas meninas adoráveis, uma de 11 e outra de 3 anos. Todas estas curtas conversas acabadas com um "was very nice to meet you". Mesmo como nos filmes. Tudo isto para dizer que, da primeira vez que saí aqui à rua e fui comprar uma coisa, o senhor da caixa também meteu conversa comigo por causa do número de contribuinte que lhe dei ser da escola onde andou. Não sei se isto é para durar, que também ainda não tive tempo para interagir com mais pessoas, mas pela experiência que já tive parece que isto agora é um íman, que atrai todos à conversa. Posso só ver aquelas pessoas uma vez na vida e falar com elas cinco minutos, mas e as coisas que aprendemos e ficamos a saber? Acho que só servem para nos enriquecer. A pergunta que me ponho é se estas pessoas alguma vez mais nas suas vidas vão pensar em mim, ou se se esqueceram segundos depois.
Ai ai
Sei que nas últimas três semanas devo muitas e muitas horas à cama.Também sei que tenho todo um armário para organizar, desde a roupa nova a todos os sapatos de Verão. Mas também há um trabalho de desenho para acabar, uma tela que precisa dos retoques finais, o último livro de português para ler, exercícios de geometria para resolver, apontamentos para estudar, fichas de multimédia para entregar, a renovação de uma sala para terminar e o último teste do secundário para resolver. Fico cansada só de escrever tudo aquilo que me espera este próximo fim de semana e semana seguintes. Só me apetecia esplanadar um pouco, pôr a conversa em dia com as amigas, matar saudades, apanhar sol, ver as séries em atraso e dormir. Dormir muito. Ou simplesmente ficar deitada sem fazer nada. Tudo isto seria o paraíso, que prevejo que esteja ainda longe de chegar. Dêem-me força para aguentar. Força e muita cafeína.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Tira o pé do chão
O concerto que eu adorava ter ido ver a Nova Iorque mas que pude ver agora (dias depois de voltar de lá) e que adorei. Duas horas e meia em que cantei muito, dancei ainda mais e diverti-me na melhor das companhias. Não me canso de ver esta mulher, um concerto a repetir, sempre.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Não me importo nada
De fazer malas. O grande problema está quando depois regresso e tenho que as arrumar. Ficam dias ali. A ver se desta não é assim.
Para dizer a verdade
Estou a adorar o novo projecto que estou a fazer na escola. É nestas [poucas] alturas em que temos a certeza de que fizemos a escolha certa.
Estou farta de gente parva
Que há dias em que gosto das brincadeiras parvas, das fotografias apalermadas e das carantonhas feias, mas há outros (os últimos) em que acho tudo aquilo uma perfeita anormalidade e sinto a falta de um humor inteligente. Aquela vontade de me rir por uma coisa cómica mas também assim a puxar para o intelectual e não só por causa de uma qualquer parvoeira. O mal só pode estar em mim, mas que precisava de pessoas destas agora na minha vida, precisava.























