domingo, 26 de fevereiro de 2012
A pilha de roupa
Engomada, começava a acumular-se no meu quarto quando eu decidi que estava na altura de arrumá-la, mas, quando o fui fazer, e para surpresa de todos, constatei que não havia espaço nas gavetas, nem para mais uma camisola. Resolvi o problema deixando a roupa no sítio onde estava: cadeira do quarto. No dia seguinte chego a casa e a minha mãe diz-me que tinha andado a arrumar a minha roupa, foi logo coisa para me arregalar os olhos. E ela: tem calma, [eu já a arfar] vou dizer-te o que fiz e só depois vais ver, que não quero que te ponhas aos berros e ainda nem abriste as gavetas. Lá me explicou tudo - comigo toda nervosa só te pensar que me tinha virado o armário do avesso e que agora ia demorar horas a encontrar o que queria, que já nada estava pela minha lógica e coisas que tais - e eu fui ver o resultado, tentando manter a calma, mas nem havia motivos para tal, estava tudo no sítio e ainda melhor, tudo direitinho e com espaço para tudo. E eu já a pensar que ia ter que arranjar maneira de meter um novo armário no quarto ou comprar umas caixas e tentá-las pôr num qualquer espaço do armário já existente. Nada disso, afinal, só preciso de uma mãe. Ainda bem.
Dos pequenos-almoços
Gosto dos especiais de fim de semana, que juntam às torradas, bacon e ovos mexidos. Mais o habitual cappuccino com o extra, sumo de laranjas. Gosto deles tardios e do cheiro que deixam pela casa. Gosto que sirvam de um quase almoço e que reunam a família toda à mesa. Gosto destes dias de pura preguiça que começam cheios de energia [e calorias].
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Pois que não
Esta menina já não se atreve a sair de casa sem base, mais não seja pelas malditas olheiras que agora decidiram ser as minhas melhores amigas. É que nem à mercearia vou de cara lavada.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Nesta brincadeira de arquitectos
Que começou a semana passada, no Palácio de Queluz, e esta semana passou para a Baixa de Lisboa, e por aí vai ficar até ao fim do semestre, comprovei uma coisa que me faz extrema confusão: os meus colegas de cá ou das redondezas não conhecem a capital. Não sabem nomes de ruas nem onde fica o quê. Ontem para um passeio de reconhecimento, tive que ir eu a fazer de guia turística pelas ruas e travessas do Bairro Alto até ao jardim do Príncipe Real (e no fim tive que indicar o caminho da volta ao metro, que estava tudo perdido), porque mais ninguém sabia por onde andava. Nos dias de hoje, não sei como isto é possível. O centro de uma cidade, que está à distância de um metro ou um comboio, até mesmo de um carro (pais ao fim de semana?), mas não, parece que ninguém se interessa pelo que de mais bonito temos e nem querem saber em sair do seu mundinho. Aposto que os colegas que são de fora, já conhecem melhor aquilo que o resto. Uma tristeza. O que seria de mim sei a minha Lisboa...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Está uma pessoa
Na sala, ouve o telemóvel tocar. Vai ao quarto, procura por ele enquanto toca e não o encontra. Apercebe-se depois que o som vem de dentro do armário. Só eu para fazer uma proeza destas.
True Story
Agora que ando com esta franja a crescer, os meus melhores amigos são mesmo os ganchos. Ora para a pôr para o lado, ora para a prender para trás. E assim tenho uns na casa de banho, outros na minha mesa de cabeceira, outros na cómoda e ainda uns quantos espalhados pelas minhas malas. Consequência disso, quando dou por mim a querer prender o cabelo, não consigo encontrar nenhum de tão dispersos que estão. Dispersos e perdidos, que isto de andar com eles a mais ou de tirar um ou outro quando calha, dá nisso mesmo. A sorte é que ainda tenho a caixa de reserva para ir buscar algum quando faltam. Vamos lá ver quantos sobrevivem até esta franja já não precisar deles para ser domada.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Do Carnaval
Que nunca na vida achei piada. Esta coisa de nos mascararmos e termos que nos divertir é coisa que não me entra na cabeça. E o ridículo que acho estes desfiles, com um frio que não se pode e tudo vestido como se estivessem 30º, pois que a mim ninguém me apanha numa dessas. Para dizer a verdade, em toda a minha vida mascarei-me uma vez e foi porque era pequena e queria ser como a Branca de Neve, desde aí nunca mais. Podem contar comigo para o Carnaval, sim, mas é para curtir as férias em casa, que nem paciência tenho para ir à rua e ver putos de meses mascarados. Tudo isto é parvo, pronto. Mais parvo ainda é ninguém querer trabalhar, quando o país mais precisa, e em vez disso ir para a rua divertir-se, não que não o possam fazer, mas têm todos os fins de semana para isso, não chega?
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Tarde na ronha
Em boa companhia a ver mais um filme da Audrey, o Férias em Roma, enquanto comíamos pipocas doces e bebíamos chá de jasmim, na minha cama, só com as luzes das estrelas ligadas. Soube bem. Um dia destes fazemos isto mesmo - passar um dia a fazer coisas que nunca fizemos [prepara a lista]. E cheguei à brilhante conclusão que quero um namorado que coma o gelado e guarde o cone para mim. Coisas.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Muitos dias
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Pode não ter nada a ver
Mas acho que está na hora de voltar aos velhos hábitos. Por isso mesmo, hoje vou estrear uma camisola, no início do novo semestre. Tal coisa só pode dar sorte. Isso, ou simplesmente levantar-me a auto-estima.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Somos amigas
Há mais tempo do que as pessoas possam acreditar, por sempre nos terem dito que éramos tão diferentes. E podemos não ser iguais, que não somos, mas acho mesmo, que as nossas maiores diferenças estão no amor. No jeito de amar. Tu és a apaixonada, a que se entrega, a aventureira, a sonhadora, até mesmo a ingénua, no que toca ao amor. E eu não sou assim, nunca fui e sei que nunca virei a ser. Porque sou completamente racional, porque tenho medos, dos sonhos, das expectativas e desilusões, porque sou terra à terra e incapaz de dar tudo de mim. Uma e outra vez, como te vejo fazer. Não que ache isso mal, acho até que é um acto corajoso, porque és capaz de dar tudo de ti, sempre, mesmo que saibas que as coisas podem vir a falhar um dia. Está na tua maneira de ser, no teu jeito de viver. És capaz de acreditar nos outros por mais provas que o passado te dê do contrário. Vives por inteiro, por muito que mais tarde possas vir a sofrer. E eu sou incapaz disso, prefiro a metade, a desconfiança, o não apego, as poucas expectativas, o ser fria. Por saber que nada é para sempre, muito menos na nossa idade. E será que o esforço da entrega e dedicação valem a pena pelo que vamos sofrer a seguir? Porque vamos dar tudo de nós se vai chegar o dia de nos tirarem o coração e destruirem-no em bocadinhos? Eu não sei a resposta, nem sei qual é a maneira mais correcta de fazer as coisas. Sei que não te posso julgar, nem tu a mim. Porque é de nós esta maneira de viver o amor. E até pode nenhuma delas estar errada, são apenas formas diferentes de ver as coisas, de sentir. E é nisso que chocamos e vamos continuar a chocar sempre. Mas no fundo eu sei que estarás sempre aqui para mim, como eu para ti. E como te dizia no outro dia, por muitos amores que venhamos a ter, seremos sempre a alma gémea uma da outra, porque nos completamos. Porque eu seria incapaz de viver sem a tua esperança e tu incapaz de viver sem a minha racionalidade. Porque bem vistas as coisas, somos a mesma pessoa. E disso, nós precisamos sempre.
Detesto
Estar doente, não poder sair de casa, sentir-me tão cansada e rabugenta com toda a gente. Pior que só ter uma semana de férias, é ter uma semana de férias enclausurada em casa. Por muito que goste de um dia de preguiça, não posso dizer que gosto de uma semana assim. Mesmo obrigada, pus em dia os episódios de O Sexo e a Cidade e White Collar, revi o meu querido Breakfast at Tiffany's, voltei ao Mad Men e, atentem no desespero, recomecei a ver a primeira temporada de Prision Break. Acreditem que já nem os músculos do rabo consigo sentir de tanto tempo que tenho passado sentada naquele sofá. Ontem decidi fazer uma coisa um pouco mais produtiva e então, toca de organizar todas as fotografias que estavam espalhadas por este computador, foi coisa para demorar umas três horas mas mesmo assim não me satisfez. Sinto-me uma louca. A sorte é que hoje é sexta-feira, o sol brilha lá fora, eu sinto-me melhor e esta tarde vou sair para passear. Já não era sem tempo.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Coisas que me dizem*11
Eu: Os tigres não toleram o cheiro a álcool, atacam qualquer pessoa que tenha estado a beber.
Mãe: Então não podias ter um no teu quarto, como estavas a dizer que querias.
Mãe: Então não podias ter um no teu quarto, como estavas a dizer que querias.
A semana passada já anunciava
O que eu mais temia: ficar doente nas férias. E claro que aquela dorzinha no ouvido, não podia ser passageira. A juntar a isso, dores de garganta e nariz entupido. E assim, no primeiro dia da semana de férias, o programa é ir para o médico. Nada melhor. Tenho cá uma sorte.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A partir de agora
E durante a próxima semana, é isto. E mais nada. Nem me tentem a fazer mais qualquer coisa, que sou capaz de morder.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Num dia em que o frio impera
Nada melhor do que passar uma tarde rodeada dos velhos amigos, sentir que as coisas continuam na mesma, por muito que agora não estejamos juntos todos os dias e que fiquemos até alguns meses sem nos vermos. Pôr a conversa em dia, comer como se não houvesse amanhã, ter gosto em fazer a tarte de maçã que tanto gostam, jogar póquer, tocar guitarra, ver os rapazes a jogar FIFA, rir muito e principalmente matar saudades. Nem que seja a olhar para eles simplesmente. Era bom que estes encontros pudessem acontecer mais vezes, mas como não se dá o caso, aproveitamos da melhor maneira quando dá. E aproveitamos muito bem.



































