sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ontem tive a certeza que, além das borboletas na barriga, vieste trazer tranquilidade à minha vida. Pelo simples facto de me perceberes e não ter que estar sempre a arranjar justificações. Deve ter sido a primeira vez que isto me aconteceu e até estranhei, apesar do alivio que senti. Porque podemos não ter começado na altura mais fácil de todas [para nós] mas ao menos tenho a certeza que posso contar contigo. E isto só pode ser bom sinal.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Li algures uma frase que era qualquer coisa do género "mais vale a dor do trabalho, do que a dor do arrependimento", não me saiu da cabeça, talvez por me rever tanto nela. Não sou capaz de desistir, de perder oportunidades, de não tentar dar o melhor de mim, mesmo que falhe, que corra mal, que não aconteça como eu queria que acontecesse. Esta força que me move perante tudo na vida, faz com que aproveite ao máximo tudo aquilo que ela me poderá dar [ou não]. Porque é bom ter medos e incertezas, mas eles só nos servem para mostrar que somos reais, que temos que lhes fazer frente e dar tudo de nós. Sempre. Porque por muito que às vezes, as coisas não corram como imaginávamos, vai sempre chegar o dia em que vão correr. E só com persistência, determinação e coragem é que conseguimos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Dos saldos

Ontem depois de um maravilhosos teste [not] decidi ir ver os saldos, na cabeça tinha que queria comprar [mais] uma camisa branca e umas leggings básicas. Depois de dar a volta às lojas do costume, acabei na Zara e para casa só veio comigo um casaco de fazenda [lindo, lindo!] vermelho e azul e uma camisa caqui. Nada daquilo que estava planeado, mas óptimas compras, com 50% de desconto.  Entretanto quando estive por terras inglesas, fiz os meus primeiros investimentos desta época de saldos e com tudo a metade do preço trouxe para casa uma camisola bem quentinha, umas galochas e um vestido [que amei de paixão] mas que ainda não sei bem quando sairá à rua. Logo se vê. Já estou mais que satisfeita com as minhas compras. No inicio do próximo mês aproveita-se novamente o consumo londrino, desta vez com as amigas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Perguntaste como te poderias despedir disto. E eu pergunto-me como é que poderemos viver de despedidas.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Tudo o que é demais...


Tudo bem que eu comprei umas amiguinhas destas, que as adoro de paixão e tudo isso, mas também não preciso de demonstrar o meu amor por elas, ao usá-las todos os dias! E que tal tréguas, senhora chuva?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O problema devo ser eu, mas...


Esta semana ainda só fui um dia há faculdade e rever os meus colegas só me fez sentir mal. Isto é, percebi que andam todos super empenhados, a estudar até às tantas e eu [apesar de não ter as melhores notas do mundo] não sinto necessidade disso. Senti-me mal por ter ido sair e por ter visto um filme. Quando afinal, esta semana, já jantei umas três vezes fora, fui ao café, pus How I met your mother e Big Bang Theory em dia e estudei, claro. E pelos vistos este meu método nem tem corrido mal, porque só fiz o primeiro exame e sei que aquela já me safei. É ter calma, estudar focada e aproveitar todo o tempo, que esta época não precisa de ser só stress.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nunca me tinha acontecido

Parece que fui mordida pelo bicho do sono. Acordo e adio o despertador mais dez minutos, e depois outros dez e depois mais quinze e no fim perco a conta a quantas vezes ouvi o despertador de manhã. Ou então levanto-me e vou tomar o pequeno-almoço [e por vezes adormeço à mesa] e volto para a cama por mais meia hora. Uma coisa mais que parva para quem sempre se levantou ao primeiro toque do telemóvel. Logo agora que preciso de disciplina para manter horários e ser produtiva no estudo em casa. Alguma sugestão? 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

E nunca este texto me fez tanto sentido


"Desde pequenos somos programados para pedir: queres namorar comigo? dás-me um beijo? casas comigo? deve ser por isso que desarmam as pessoas que em vez de perguntar, afirmam. Não dizem dás-me um beijo. Dão. Não perguntam: queres viver comigo. Entregam as chaves da casa. Não perguntam se vamos amar para sempre: tatuam esse amor na pele. Porque as melhores afirmações não se dizem, não se escrevem, fazem-se! As afirmações que realmente contam são gestos: quando se vai contra um muro só porque se quer alguém que está do outro lado, quando se enfrenta o mar bravo só porque se quer ir mesmo naquele barco. Quando alguém nos mostra com actos e atitudes que é ao nosso lado que quer estar, sem o termos pedido, ficamos com o peito cheio de certezas, algumas que nem sequer sabíamos que podíamos ter.Por isso "do you love me?.." é a pior pergunta que se pode fazer. Por muita ansiedade ou necessidade que se tenha em ouvir, é preciso saber esperar, no nosso canto, que o mundo nos diga o que quer de nós, o que somos, e para quem contamos. Porque nesse momento, quando sem pedirmos, o mundo se muda, se transforma, se vira de pernas para o ar, só para nos mostrar o que valemos, aí sim, vamos ter todas as certezas que nenhuma resposta nos podia dar.
Desde pequenos somos programados para pedir. Sorte a de quem aprendeu, ou foi ensinado, ou tem a capacidade natural de, antes de questionar, entender. Antes de criticar, saber colocar-se do outro lado. Antes de pedir, dar tudo. Para antes de perguntar... Ver."

domingo, 5 de janeiro de 2014

E que bem que começou


O meu ano começa verdadeiramente quando tenho a minha agenda nova comigo. Comprei-a ontem e como sempre, adoro aquele ritual de abrir uma agenda em branco e começar a preencher com os compromissos futuros, as datas importantes e os desejos/objectivos para o novo ano.  Também trouxe para casa um diário gráfico novo, outro dos meus companheiros, onde aponto ideias, escrevo textos, anoto as conferências e desenho projecto. Duas espécies de diários que andam sempre comigo. E ontem, além deste recomeço que é sempre um conjunto de folhas em branco, acabei por ter um óptimo dia. Manhã de descanso, compras e almoço com a mãe e o irmão. Algum estudo. Jantar [alguma vez fazemos isto?] e café com a melhor amiga e depois, quase sem querer, um pequeno encontro com outros amigos que acabou por ser muito divertido. Um dia que estava sem planos e que acabou por correr melhor que bem. Espero que este seja o pronuncio para muitos mais dias assim ao longo deste ano. Que cá eu, gostei muito. E quero repetir.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ora bolas

Depois do Natal, da viagem à Escócia e da passagem de ano tenho que voltar à vida real e começar a estudar.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!!


O tempo para vir aqui, tem sido pouquíssimo mas isso agora não interessa nada. O que interessa é que é Natal, que as nossas casas têm a árvore montada, a música de Natal está a passar baixinho, os doces estão a ser feitos e família está a chegar daqui a bocadinho. Um Natal cheio de coisas boas para todos!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Anda tudo

A ter almoços/jantares de Natal, a ir ver as luzes de Lisboa e a comprar prendas e eu fechada em casa de volta das maquetes. Este ano ainda não senti que o meu espirito de Natal tenha sido aniquilado [mas deve andar lá perto], se calhar por estar a trabalhar ao pé da árvore cá de casa. Não sei. Só sei que já estou mais que farta do Técnico e ainda vou ter que levar com ele por mais oito dias. Sim, prendas de Natal e afins só vão ser comprados dia 23. Que bonito.

Nota-se a minha boa disposição, não se nota?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A vida devia ser mais vezes isto

Jantares de família. Conversas em voz alta. Lambrusco. Gargalhadas. Melhor bolo de chocolate do mundo. Fotografias divertidas. A prima a dormir cá em casa. Televisão ligada até às tantas. Coscuvilhices. Acordar tarde. Tomar o pequeno almoço no sofá. Arranjar-me com calma. Conduzir com o sol quente. Ir para a faculdade sem pressas.

Definitivamente, a vida devia ser mais vezes isto.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Esta vida de marinheiro, já deu mais cabo de mim

Não gosto nada quando o Técnico me tira as minhas rotinas e me faz criar novas [dada a quantidade de coisas que tenho para fazer]. Deixa de haver tempo para posts, para leituras no metro [passam a sebentas], para séries depois de jantar, para cafés ao fim de semana ou mesmo ao fim da tarde. Este Instituto acaba por me embrenhar de tal maneira que quando dou conta, já é sexta-feira outra vez [e mais um fim de semana ocupado a trabalhar], já estamos a chegar ao fim de Novembro e parece que ainda agora começaram as aulas! O tempo foge-me das mãos mas quando dou conta, já fiz e aprendi imensa coisa, no que toca à faculdade [que isto a nível pessoal anda tudo muito paradinho]. Passa tudo a correr, não aproveito estes vinte anos de vida [não disseram sempre que era agora a altura de aproveitar?] e mesmo no que toca a trabalho é tudo feito a correr, para ontem. Mas tem de ser. E o que tem de ser tem muita força. Mesmo que tenha que andar sempre a mil, que todos os bocados sejam para isto. Acredito que dará frutos. Porque tem que dar. E quando se pode, mesmo que por pouco tempo, aproveita-se ao máximo. E é esta a nossa vida. 

Gostava de saber

O que raio se passa nesta casa. Primeiro são as prateleiras das estantes dos livros que caiem. Agora foi o quadro gigante da sala. Ai ai.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Querido Pai [Natal],

Porque falta exactamente um mês para o Natal e porque hoje é o dia das Catarinas, acho que mereço fazer a minha lista de prendas, a sério, para a época que se aproxima. E prometo que será só esta, não acrescento mais nada.
A base da menina está a acabar e esta é a minha preferida. 

O rímel também está pelas horas da morte e depois de ler umas quantas rewiews esta é a próxima que quero experimentar. Mas como é que se pede uma coisa que se chama Better than sex?


 O ano novo está a chegar e sem uma agenda eu não me entendo! A mesma de sempre, por favor, Moleskine Weekly Planner de capa mole [sim, no que toca à minha agenda, sou muito esquisitinha].

E para acabar, e porque o Natal não se faz só de futilidades, quero este livro. Porque é sobre Nova Iorque e escrito por um arquitecto.

E não é que este ano estou muito poupadinha? Só coisas que preciso. Para manter esta cara trabalhadora decente, para manter as mil datas de entrega e afins organizadas e um livrinho para dar que pensar.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desejos de Natal

Sei que não devia falar já destas coisas, mas depois de ver este bloco no site da Kate Spade, não resisti. Amo de paixão.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Hoje já não é noite de lua cheia

E já nem faz sentido continuar a assinalar isto por aqui. Apesar de reparar sempre na lua, já não penso em ti quando olho para ela. Nem naquele motivo parvo porque a comecei a associar a ti. A lua pela qual sempre tive uma pancada e que um dia me lembrei de te dizer que estava bem disposta por causa dela. Parvoíces.

domingo, 17 de novembro de 2013

Afinal é possível

Ter uma entrega de Projecto calma. Apesar de ter passado a semana lá [das oito da manhã às sete da tarde], de ter trabalhado todas as noites [até perto da meia noite], já tinha entrado no ritmo, que, afinal, não custa assim tanto. Mesmo tendo passado lá uma noite [até às sete da manhã], ficou tudo pronto. Na maior das calmas, antes do deadline e com aquele precioso tempo [que falta sempre] para as melhorias. Afinal é mesmo possível ter uma entrega, com direito a jantares e almoços de família e um episódio de Anatomia de Grey pelo meio e tudo. Nunca tinha feito as coisas tão bem e com o tempo tão controlado. Nem nunca gostei tanto do que fiz. Espero que seja para continuar assim.

domingo, 10 de novembro de 2013

Devia ter saudades tuas e não tenho. Devia querer estar com certas pessoas e não quero. O que se passa comigo afinal? Tenho a certeza que estou a mudar, só não sei se isso é bom ou é mau. Cada vez ligo menos a certas coisas e dou mais importância a outras tantas. As minhas prioridades redefiniram-se e sei que quero coisas diferentes para mim. Sei que me estou a afastar de uns e a aproximar de outros, só ainda não sei bem o porquê ou sei mas prefiro nem pensar nisso. Há coisas em que tenho pensado bastante, outras que prefiro não pensar para me proteger, para não me chatear nem desiludir. Porque no fundo, há outras mil coisas mais importantes que tudo o resto. Importantes ou com um prazo de validade mais curtos. Sim, porque aquilo que queremos realmente não tem prazos nem datas limite e assim, acabam por ser as coisas com que temos que nos preocupar menos. Porque quando tiver que ser, será.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mais uma

Das primeiras vezes que fui a Londres, fui com amigos. A tal cidade que nunca gostei mas que acabei sempre por voltar. Este ano mais duas vezes [coleccionando umas outras tantas cidades inglesas pelo caminho] porque o pai está lá a trabalhar [não podias ter escolhido outro sítio, pois não?]. Para o início do próximo ano, já há regresso em vista, desta vez, com amigas novamente [tudo para casa do pai, claro]. E por muito que não goste da cidade mais cosmopolita da Europa, estou disposta a voltar, pela primeira vez com frio a sério [e já agora neve] e com muitos planos nesta cabeça, porque apesar de tudo, há coisas que existem lá que eu gosto. Umas que quero voltar com elas, outras que quero conhecer realmente [a minha lista é sempre interminável]. Nos próximos dias marcamos a semana mais divertida [e cultural e consumista] dos próximos tempos, que bem merecemos. E já que estamos a chegar à fase mais complicada do semestre, precisamos de ver algo que nos anime no horizonte. Só assim aguentamos até lá.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tenho-me disciplinado


Feito um esforço para tornar hábitos pequenas coisas em mim. Escrever mais no blog. Acabar os livros que estou a ler. Ler um livro de arquitectura no intervalo de um "normal". Fazer projecto com mais regularidade. Fazer uma lista de referências. Maquilhar-me todas as manhãs. Olhar para a agenda todos os dias. Ir a uma conferência por semana. Assim como visitar um sítio cultural. Não me esquecer de dar comida ao peixe [esta ainda não consegui]. Começar a estudar antecipadamente. Não deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Ser mais rigorosa. Pesar na balança o que tem importância. Fazer por estar com quem quero. Não me perder. Tudo isto, vai-se fazendo a pouco e pouco e é com listas e mais listas, como esta, que eu vou conseguindo mudar tudo aquilo que quero em mim. A começar pelas pequenas coisas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013


No fim do verão, precisava de comprar calças para a nova estação e numa das várias idas a outlets por Inglaterra, fui a uma Levi's escolher um par. Procurei, escolhi e experimentei umas quantas até acertar no número e modelo indicado. Quando fui para a caixa a senhora disse-me que se levasse um segundo par tinha 50‰ de desconto e como um par de calças a mais, nunca faz mal, lá fui eu escolher outras, mas, claro, já não estava com paciência para ir experimentar outra vez. Esperta como sou, lá escolhi umas, peguei no mesmo numero das que já tinha escolhido antes e comparei-as, só para ver se eram mesmo iguais. Eram. Trouxe-as. Por lá nunca tive necessidade de as vestir, vieram para Portugal, intactas e para aí um mês depois, quando decido vesti-las para a minha avó arranjar a bainha, percebo que não consigo entrar no segundo par! Isto porque, apesar de serem do mesmo tamanho, umas eram elásticas e as outras não. Mal disse a minha vida, lá por terem sido metade do preço, agora iam ficar fechadas no armário, porquê que me armo sempre em preguiçosa e o diabo a sete. Enfim. Este fim de semana, estava eu a arrumar as minhas calças todas quando dou com estas novas e decido experimentar. E não é que entraram? Juro que não fiz dieta [até tenho abusado em algumas coisas], nem sei se perdi peso, mas a verdade é que as calças que nem me passavam pelo rabo, agora assentam que nem uma luva! Fiquei toda contente, aos pulinhos e tudo, até que me pus a pensar, que raio de miúda és tu que fica contente com um par de calças? E a verdade é que fiquei e muito. Não sei se foi por ter umas calças novas, afinal, se por ter conseguido entrar dentro delas, mas a verdade é que fiquei. Que isto uma pessoa pode importar-se com muita coisa, querer saber mais e não ser uma cabeça oca, mas no fim de contas, não é sempre preferível olhar para o lado cor de rosa da vida? Pelo menos eu, prefiro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Resoluções de fim de semana


Antes eu era uma pessoa equilibrada, isto é, via séries e filmes. Agora, ponho-me a pensar e já não vejo um filme há meses, ir ao cinema tornou-se uma coisa cada vez mais esporádica e nem sei bem quais são as novidades no que toca à sétima arte. Houve da minha parte, um completo desinteresse por este assunto. Porquê? Nem eu sei bem. A verdade é que, hoje em dia, só vejo séries. Existem cada vez mais e melhores, a oferta é tanta e o meu gosto por elas é tão grande, que acabo por ficar presa só a isto. Mas tenho que mudar, a ver se a partir de agora, pelo menos um filme por semana vejo. É que se for a pensar bem, estou muito atrasada no que toca a estas coisas.

Da maquilhagem


Passa o verão e uma pessoa só dá uso ao rímel e ao batom e é quando vai sair à noite. Começam as aulas e como ainda se tem uma certa cor e o calor continua, também continuamos sem dar uso a nada. Mas agora que o frio regressou, que já não fico toda melada quando ando de metro, que a cor que tinha já se sumiu até ao próximo ano, acho que já posso voltar a dar uso a tudo o que tenho direito. É que já tenho mesmo saudades deste ritual que se tem logo pela manhã. E que nos faz sentir bem melhor ao longo do dia.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Peli, Peli

Podia ter posto uma fotografia do quilómetro seguinte mas, gosto mais de tudo o que tem o número nove. Sinto que o meu carro hoje cresceu mais um bocadinho e que passou para uma quantidade de dígitos maiores, estes que contam a [nossa] história, um por um. Um pombo atropelado. Uma batida descontrolada. Uma miúda bêbeda. O ficar preso no tronco de uma árvore. Noites e dias na praia, com o sal marcado na tinta, para comprovar. Música aos altos berros. Conversas importantes. Brincadeiras. Trocas de amor. Tanta, tanta, coisa com este meu companheiro para a vida. E posso nunca ter batido em ninguém nem ter estragado nada [apesar das marcas que tem] no meu querido carro, posso nunca ter dado preocupações aos meus pais, dada a minha boa condução, mas no que toca a multas de estacionamento, nisso ninguém me bate, sou para lá de boa. Só este mês já tenho que pagar três. Rima, e é uma triste verdade.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Por vezes acho que quando guardamos as coisas para nós, quando imaginamos sem deitar cá para fora, quando pedimos às horas combinadas [11:11] e às estrelas, essas coisas acabam por acontecer, da maneira certa ou da que tinha que ser. E por muito que tente levar isso a peito e não contar aquelas pequenas coisas parvas que por vezes me saem da boca [mesmo sem querer], por vezes não consigo controlar. E não será uma parvoíce fazê-lo? Mesmo que não percebam inteiramente o que vai na minha cabeça, mesmo que eu não explique tudo aquilo que imagino [e quero], sai de mim bocados que contam e não será por isso que os desejos se deixaram de concretizar. Porque por vezes, não interessa se guardamos para nós ou se contamos a quem importa, o que interessa é aquilo que sentimos cá dentro. E que sabemos [com toda a certeza] que vai acontecer, seja num passo galopante ou num de caracol, mas vai. Porque as coisas boas chegam sempre. E para mim, já estava mais do que na hora.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Do Outono


Às seis da tarde está tão escuro como às dez da noite, o trânsito esse, bem que podia ser como o das noites calmas em que gosto tanto de conduzir, mas não. O meu nariz já voltou ao seu estado frio, assim como os meus pés. Já ando a beber litros de chá e só penso nas minhas botas e camisolas quentinhas.  E é assim que eu vejo que o frio chegou realmente. Finalmente.