quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A parte nova da cidade

Este dia foi dedicado a conhecer a parte nova da cidade, na zona de Garibaldi. E como todos os nossos dias começaram com comida mesmo, o pequeno almoço foi na Princi, uma pastelaria óptima com doces de babar [já se tornou ponto obrigatório para todas as visitas que tenho] em Moscova, mesmo ao lado do nosso destino principal. E, pelo caminho, fomos conhecer o Eataly, assim uma espécie de El Corte Inglês só que de comida, uma autentica perdição para os fãs de comida Italiana [acho que é aqui que vou buscar grande parte dos presentes que vou levar para Portugal].


Depois de comida e mais comida lá chegámos ao destino pretendido. Uma zona de edifícios novos, feitos por causa da Expo, foram só assim buscar os melhores arquitectos e juntaram tudo num sítio. Uma coisa nada extravagante para um país que está em crise. Enfim, o resultado é uma zona cheia de lojas e de vida.


Uma obra do Foster que fica sempre bem.



O Bosque Vertical, que é uma das obras mais faladas dos últimos tempos. O objectivo é daqui a uns anos estar todo coberto de verde, todas as árvores que ali estão são de espécies diferentes e precisam de um tratamento individual personalizado. Digamos que a conta do jardineiro não deve ser barata.

 O objectivo de irmos até ao Palazzo Lombardia era de ir ver as vistas, mas ao sábado estava fechado. Valeu pela cobertura que se vê do interior.


Depois de vista a parte nova da cidade, queríamos uma vista panorâmica da mesma. Visto que Milão é uma cidade super plana, não há cá miradouros para poder apreciar a vista. Tivemos que subir a uma torre para o poder fazer. Neste caso, a Torre Branca [enganaram-se na encomenda de baldes de tinta da última vez que a pintaram e ficou meia cinzenta], uma viagem rápida de elevador, leva-nos a 108 metros de altura com uma vista de 360º sobre a cidade. Vale muito a pena para ficarmos como uma visão diferente de Milão, que não conseguimos de outra maneira.

O Castelo Sforzesco visto de cima.


A arena do Parque Sempione.


O arco da Liberdade.

E o pôr do sol.

Depois de um longo dia de passeio e para comemorar dois aniversários [um deles, o do namorado] fomos até Navigli para um aperitivo. Este é um dos hábitos dos italianos, eles comem mais que nós! É aperitivo, antipasto, primeiro prato, segundo prato e sobremesa. Até me canso só de escrever. Mas ora bem, o aperitivo consiste numa bebida antes do jantar, assim como, de alguma comida [em certos casos quase que serve de jantar]. Neste dia, já fomos tarde e com a pressa de escolher, escolhemos mal [mas entretanto já experimentei uns melhores]. O resto da noite foi passada à beira do canal a beber cerveja e gins.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Seis anos disto?

Parece que sim. Hoje este blog faz anos e o meu irmão também! Bem me lembro que me pus a criar este cantinho no aniversário do meu irmão, porque nesse dia ele não quis ir jantar fora. Já são mesmo muitos anos disto, tenho para aqui a minha vida desde o secundário, passando pelos anos da faculdade, a carta de condução. Os amores e desamores, os dilemas de uma miúda adolescente que está cada vez mais crescida. E agora por aqui vão ficando as memórias desta experiência Erasmus. É bom ter tudo guardado e partilhado por aqui. Agora vou ali relembrar o meu primeiro post de todos. E já volto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mais um pouco de Milão

O segundo fim de semana em Milão foi marcado pela casa cheia de gente e pelos muitos passeios em que fiquei, realmente, a conhecer a cidade [obrigada por teres sido a nossa guia, Rita]. Começamos, outra vez, pela Duomo mas o objectivo era mesmo chegarmos ao Luini [já era hora de almoço] para comer os melhores panzerotti da cidade. Já de barriga cheia começamos, efectivamente, a nossa tour e depois da passagem pelas Galerias Vittorio Emanuele fomos conhecer o famoso Teatro La Scala. Dizem que por dentro é lindo mas ainda não o visitei, por fora, mais uma vez, fiquei desiludida. Estava à espera de um edifício imponente e deparei-me com isto,que mais parece a Camara Municipal de Lisboa, ou então sou só eu a ser mazinha. Esperemos que o interior seja melhor.


Como em bom grupo de arquitectos que estávamos, tinhamos que ir ver a Torre Velasca, esse edifício icónico dos anos 50. Feio que dói, é verdade. Este só não foi uma desilusão porque eu já sabia ao que ia.

Depois de muitos andarmos por ruas e mais ruas fomos parar à igreja de San Lorenzo. Adorei o parque que tem à sua volta porque se via de tudo — famílias a brincar com as suas crianças, velhotes sentados nos bancos à conversa, casais de namorados e amigos a tocar guitarra na relva.

Um pouco mais à frente tem-se uma das portas Ticinese [mais tarde descobri que havia duas, uma no inicio da rua e outra no fim] e logo me lembrei das aulas do Técnico, sim, por aqui anda-se um bocadinho e reconhece-se um edifício ou qualquer coisa outrora vistos numa tela de sala de aula.

E as aulas de história foram relembradas logo a seguir quando visitámos a igreja de Santo Ambrósio [o santo padroeiro da cidade]. A igreja em si não me diz muito, mas esta entrada é qualquer coisa de espetacular. No piso enterrado da igreja podemos encontrar a relíquia de Santo Ambrósio, que neste caso não é só uma das partes do seu corpo, mas todo ele, enrolado em panos brancos, exposto num caixão de vidro.

Mesmo coladinho à Igreja temos a Universidade Católica, por fora parece só um conjunto de prédios normais que nem damos conta de serem uma faculdade mas estando lá dentro há uma sucessão de vários pátios muito simpáticos. Ainda apanhamos a festa de graduação dos alunos, estavam todos bem vestidos e com coroas de flores na cabeça. Já andavam bem alegres a meio da tarde.

Este passeio ainda continuou até à via Torino, uma das ruas mais famosas por aqui para fazer compras. No fim desta rua e como quase todos os caminhos, acabámos o nosso passeio no sítio onde começámos, a Duomo [já percebi que é impossível andar pela cidade sem ir lá parar, tudo culpa da sua forma concêntrica]. E para aproveitar o fim do dia/noite, fomos conhecer a Expo [os bilhetes a partir das 18 horas eram mais baratos]. Uma confusão pegada de gente, tudo a abarrotar e dado o nosso grande grupo não deu para ver muitos dos pavilhões [na minha segunda visita, consegui conhecer mais um bocado] mas deu para ficar com uma ideia do que é este fenómeno das grandes feiras internacionais [já que pouco me lembro da nossa de 98].

São quase 2km de rua com pavilhões de todos os lados e com ainda mais alguns paralelos. Esta foto demonstra bem a multidão que por aqui andava.

O pavilhão do Brasil, um dos mais concorridos por causa da sua rede elástica percorrível.


Um detalhe do pavilhão de Inglaterra que foi considerado o mais bonito de toda a exposição [o tema era a colmeia] só foi pena eu não conseguir andar no seu chão de vidro e apreciar todo o seu encanto.

O meu pavilhão preferido, o da França, achei imensa graça à sua forma e aos produtos exibidos por todo o lado [paredes e tecto] e da explicação que davam do mundo e do consumo de comida.

O pavilhão do Equador também estava engraçado com as suas correntes coloridas que só faziam lembrar missangas [havia muito boas ideias arquitectónicas e artísticas por aqui].

Por fim, o pavilhão onde acabámos a noite, e o que era o mais original para mim — o da Holanda — que era simplesmente composto por um conjunto de barraquinhas de comida e cerveja e claro, um com um DJ. Música bem boa, que tornou o nosso regresso a casa super energético e bem disposto.

sábado, 28 de novembro de 2015

Já só penso em Lisboa...


Estou a adorar estar aqui e o tempo tem passado a correr. Só que com a chegada do fim do semestre, o trabalho também chegou em força e só de pensar em tudo aquilo que tenho que fazer dá-me vontade de fugir e, consequentemente, chegar a Lisboa. Apesar do próximo fim de semana ser de pausa, antes e depois disso há muito trabalho para fazer. Já pensei nas coisas que tenho que levar, nos presentes que quero oferecer e em tudo aquilo que quero fazer [já tenho tantos jantares marcados] nas três semanas que estarei em casa. E entre as minhas mil listas, também há a de tudo o que tenho fazer aqui antes de ir. Ao menos não passa só pelo trabalho e há passeio e compras de Natal envolvidas nestes planos. Mais três semanas e estou de volta. E já só penso nissoooooooo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Vamos lá começar

E para primeiro passeio em Milão, depois de todas as burocracias tratadas, é claro que tive que começar pela Duomo. Não tem como não começar qualquer plano nesta cidade sem ser por aqui. Fui num sábado, numa cidade em que estava a acontecer a Exposição Internacional, portanto, a multidão era mais que muita, mas isso não foi impeditivo de admirar a enorme igreja. É gigante, cheia de pormenores e, com o sol que estava, ficou ainda mais bonita. É mesmo um monumento imponente, que dá arrepios na barriga quando se vê pela primeira vez [como me acontece com toda a arquitectura marcante]. Não cheguei a entrar, porque durante a Expo era necessário comprar bilhete e as filas de espera eram mais que muitas. E com tanta coisa para ver/fazer, ainda não cheguei a ir, mas há-de acontecer em breve [não posso viver aqui seis meses e não visitar a atracção principal] com direito a subida lá a cima e tudo!


Mesmo ao lado da majestosa igreja, encontra-se as também imponentes galerias Vittorio Emanuele. Devo dizer que foi uma desilusão! Agora já me habituei à escala daquilo, mas estava à espera de uma coisa muito maior do que aquilo que realmente é. Não deixa de ser bonito, e é interessante a sua ligação com o exterior — é um espaço permeável — coberto mas uma extensão da rua [acontece muito por aqui], não nos sentimos fechados, dentro de um edifício. Algumas das boas lojas estão lá, mas acaba por ser um sítio tão movimentado e turístico que, nem sei se alguém faz realmente comprar ali [se eu tivesse dinheiro para isso, escolheria outro local, de certeza]. Mas não deixa de ter o seu significado, ser a representação de uma época e ter a beleza associada. Vale a pena passar por lá.




De seguida, andando um bocado por uma das ruas, vamos logo parar há outra atracção mais conhecida de Milão, o Castelo Sforzesco [as multidões de pessoas encontram-se sempre nestes três sítios]. É a representação de um castelo antigo, reconstruído depois da 2ª guerra mundial. Na minha opinião, não vale a pena visitar por dentro, mas sim, passear pelos seus pátios, admiro-lo pelo exterior e sair do outro lado, directamente, no parque Sempione.





Depois de vistas as atracções principais, decidimos sair do centro histórico e perdermos-nos um bocadinho pela cidade. Queríamos visitar o Cemitério Monumental mas este já estava a fechar, deu para ver a sua monumentalidade por fora e ficou prometida uma nova visita [que ainda não chegou a acontecer].


Pelo caminho, descobrimos a China Town cá do sítio. Uma rua gigante, cheia de lojas de roupa [sem preço, eles inventam consoante os clientes] e alguns restaurantes, diz que é animado à noite mas nunca passei por lá [fica um bocado fora de caminho].

Da roupa


Na verdade, tenho tido muito menos dramas do que pensava que ia ter no que toca a roupa. Isto de ter um peso limite para trazer, faz com que metade das coisas que queremos, tenham que ficar para trás. Mas, na verdade, não sei se foi por ter estado bom tempo tanto tempo, ou só porque sim, não tenho tido problemas com a pouca roupa que tenho por aqui, acho, sinceramente, que até quantas menos opções tivermos, mais fácil fica. E até acho que acabo por variar mais as combinações do que quando tenho toda a roupa disponível. É só puxar pela cabeça! E, no outro dia, estava a comentar com as minhas colegas de casa, o que tinha que levar para casa no Natal [maioritariamente livros e prendas] quando elas me perguntaram "então e a roupa?". Pois bem, metade [ou mais] da minha roupa está em Lisboa e elas ficaram admiradas com isso. Ou eu tenho demasiada roupa ou não fiz bem as malas! Acho que se esta conversa fosse com as minhas amigas elas nem questionavam o facto de eu não precisar de levar roupa... Na verdade nem tenho muita, só uma grande paixão [e colecção crescente] por casacos, botas e malas. Serei uma vergonha?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Dos amigos que fiz por aqui

Pode-se dizer que são todos muito exóticos, isto é, não arranjei amigos portugueses, espanhóis ou até franceses. Não. Isso seria demasiado normal. Os primeiros amigos que fiz por aqui foram uma israelita [doida da cabeça e completamente apaixonada por um italiano], uma australiana [corajosa por ter 19 anos e decidir vir um semestre para o outro lado do mundo], um arménio [das pessoas mais simpáticas que conheci] e um chileno [um bocado galã mas muito divertido]. Depois disso já se juntou um brasileiro, um japonês. E pelo meio já conheci pessoas da Costa Rica, Sudão, Turquia e afins. Tudo muito fora da Europa e diferente, o que é bom. Estou a adorar. Claro que também me dou com portugueses, o meu colega do Técnico e as minhas colegas de casa, mas são só eles. Mas pronto, tirando este lado "exótico" da coisa, o que eu vinha aqui mesmo dizer, é que estes não são os Erasmus que eu estava à espera. E ainda bem. São pessoas empenhadas, trabalhadoras e que dão valor ao facto de estarem aqui. Claro que também querem divertir-se e passear, mas o objectivo principal é o trabalho. E eu gosto disso. Também não vim de Erasmus para me dedicar às festas [essas não são iguais em todo o lado mesmo?], vim para aproveitar a experiência e conhecimentos de uma nova faculdade e para conhecer um país que é um dos berços da arquitectura. E não estou sozinha nisso. Todos os meus novos amigos são assim. E é bom. Quando uma pessoa não tem tanta vontade de trabalhar, acaba por ser motivada pelos outros. E depois, quando é tempo de passeio, também é muito bom, porque estamos todos interessados no mesmo: as cidades e a sua arquitectura. Vamos lá aproveitar isto ao máximo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Gosto deste espirito

Em Lisboa o trabalho é intenso e consequentemente os fins de semana livres são poucos, portanto só quando estou livre é que aproveito para fazer coisas. Aqui, por estar num sítio novo, tento trabalhar ao máximo durante a semana [ter a sexta-feira livre, também ajuda] para poder aproveitar os fins de semana para conhecer a cidade. Apesar de saber que terão que existir fins de semana de trabalho, porque recebi o calendário das entregas na semana passada, e há muito para fazer em pouco tempo [como sempre], este espirito do trabalho intenso durante quatro ou cinco dias é motivador, porque depois sei que vou poder aproveitar o tempo para descansar e passear, que é aquilo que mais gosto de fazer nesta vida. Sei que isto é uma nova maneira de ver a vida [fez-se um qualquer clique em mim aqui] e sei que isto vai trazer frutos no meu regresso a casa. E esta sensação de aprendizagem é fantástica. Aproveitar a vida tem que ser um objectivo, estou a fazer o máximo por isso aqui. E quero que continue no futuro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O tempo em Milão


Tem estado estranhamente bom, dá para andar perfeitamente só de camisa e casaco por cima. Aliás, no fim de semana passado houve uma estranha vaga de calor que, deixou-me andar toda a semana, só de camisa e casaco de lã. É que nem em Lisboa, em Novembro, é normal uma pessoa andar com estas roupas. No entanto, este fim de semana estive fora e no meu regresso a Milão, o frio também chegou com ele. Os 10º que se fazem sentir já são mesmo gelados. As camisolas de lã vão, finalmente, sair do armário e os collants vão começar a ter uso. O que me vale é que vim mais que preparada para este frio. Só não estava era preparada que chegasse, depois desta amostra de Outono tão bom. Vamos lá ver como Dezembro será.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Estou vivaaaaaa

Bem, estava a contar fazer este post quando, finalmente, tivesse internet em casa, mas como parece que isso ainda não vai acontecer para breve [estamos com muito pouca sorte], decidi dar sinais de vida. Sim, é verdade que já cá estou há um mês e tenho sobrevivido sem internet em casa, como? Perguntam vocês. Graças aos dados móveis no iPhone e à rede wifi da faculdade, apesar de ser uma seca não poder trabalhar em casa nem ver nenhuma série [sim, estive um mês sem ver nada até me terem passado uns quantos episódios para o computador] tenho conseguido sobreviver. Tirando este drama, tem sido incrível estar aqui. Está a passar demasiado rápido mas também está a ser tão intenso que parece que já cá estou há uma vida! Só há meia dúzia de dias é que caí na real, e apercebi-me que vou ter que trabalhar a sério [na minha cabeça ainda estava muito em modo passeio] mas é aliciante estar no último semestre, com aulas do curso, numa nova faculdade onde se pode aprender muito, coisas novas e diferentes, por isso vou fazer por aproveitar esta oportunidade ao máximo. À parte da faculdade, estou a adorar conhecer a cidade [afinal há mil coisas para fazer em Milão], aproveito para passear quando tenho visitas [a cada quinze dias, sou uma sortuda!] e já tenho ido a outras cidades, agora que já me ambientei a esta. Além das aulas e dos passeios também tenho que me dedicar às tarefas de casa, como cozinhar e tratar da roupa, banalidades com que nunca tive que me preocupar muito mas que agora fazem parte do meu dia a dia e que até são boas para ter uma noção de rotina [que acaba por me descansar a cabeça no meio desta loucura que tem sido as últimas semanas]. Agora que já estão actualizados da minha vidinha, vou poder começar a bombardear este blog com as mil coisas que tenho feito por aqui. É só esperar um bocadinho.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Está tudo pronto!


As malas estão fechadas, as listas completamente riscadas, o quarto arrumado e tudo mais que pronto para a minha partida! As despedidas já foram começando aos poucos e poucos. Ontem ainda houve tempo para as últimas compras, passeio cultural e jantar em casa dos tios. Hoje ainda há cafés de despedida e jantar em casa do pai. Antes de tudo isso ainda vou fazer todo um ritual de beleza, só para relaxar um bocadinho. Quero aproveitar o dia e ver se ainda durmo alguma coisa, que isto a alvorada vai ser super de madrugada e a excitação e entusiasmo são mais que muitos. Amanhã tudo começa. E eu já só quero chegar lá.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Um dia...

Como boa rapariga de listas que sou, gosto de ir deixando aqui na barra lateral umas quantas coisas que quero ir fazendo. E, apesar, desta lista ainda não estar completa, como estou quase, quase de partida [faltam dois dias], achei por bem substituí-la durante os próximos meses.

Aqui fica o que fiz e o que não fiz desta lista [nem sei quando é que a pus cá]:
Compro a sweat do Técnico
Vou de metro até ao Aeroporto
- Vou ler mais de 10 livros de Arquitectura [7/10]
- Vou andar de carro sem destino
Vou arranjar um novo animal de estimação
Faço um corte de cabelo radical
Volto a passar um dia na cama agarrada às séries
- Faço um blog de Arquitectura
Entrego um trabalho sem fazer tudo à última da hora
Pago com o meu dinheiro para encher o depósito do carro
Compro e dou uso a um batom vermelho
- Vou colar fotografias numa parede do meu quarto

E aqui está a nova para os próximos meses [vamos lá ver se esta completo toda]:
- Sair todas as noites durante uma semana
- Ir para fora, pelo menos, 10 fins de semana
- Ver a Última Ceia de Da Vinci
- Pedir um desejo na Fontana di Trevi
- Viajar no comboio nocturno
- Tirar fotos todos os dias
- Comer comida mais saudável
- Voltar a falar italiano fluentemente
- Fazer poucas compras
- À Suiça ver obras do Zumthor

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A saga começou


Faltam dez dias para me ir embora e entre despedidas e afazeres, à que começar a tratar das malas. Ainda não comecei a fazê-las, efectivamente, mas já tenho as listas de tudo o que é preciso e já andei a seleccionar umas quantas coisas [principalmente para ver o que precisa de ser lavado ou não]. A minha cama já está cheia de roupa em cima e eu só penso em como vou colocar tudo aquilo dentro de três malas. Será que conseguirei viver seis meses com cerca de 40kg de coisas? Esta é a questão que me tenho colocado nos últimos tempos e que me tem assombrado. Vamos lá ver. Mais não seja isto serve de exercício para aprender a viver com o mínimo essencial. Coisa que não sei se é possível. No Inverno. Perto dos Alpes suiços.

sábado, 19 de setembro de 2015