sábado, 12 de dezembro de 2015

Fim de semana em família

Como já estou farta de dizer, tenho sido a maior das sortudas por ter visitas quase fim de semana sim, fim de semana não. Este foi dedicado à família e além do passeio da praxe para ir conhecer os pontos mais emblemáticos da cidade, também deu para aproveitar e conhecer outros locais que ainda não tinha tido a oportunidade de ver. Comecemos então pela Pinacoteca Ambrosiana, onde está exposto parte do Codex de Leonardo da Vinci. Para mim, foi um museu confuso, com muitos sobe e desce e entra e sai [passagem de salas feita pelo pátio]. Grande parte das obras que estão expostas são de contextualização, isto é, os antepassados de Da Vinci, e só mesmo a última sala é que é dedicada ao artista. Não se pode tirar fotos dentro do museu, mas a última sala é uma requintada biblioteca com algumas das páginas do Codex e a sua explicação. O museu valeu por isto, mas só por isto mesmo, acho até que grande parte da sua publicidade acaba por ser enganosa, porque estamos à espera de mais. 


Fotografias do pátio:



Não muito longe, temos a igreja de Santa Maria della Grazie, onde está exposta a Última Ceia de Da Vinci. Não a visitámos neste dia porque é necessário fazer uma marcação, quase com três meses de antecedência, mas no claustro da igreja estava uma mini exposição sobre a obra, feita por causa da Expo. A igreja em si, também vale muito a pena, é tão bonita por fora como por dentro.



Como é óbvio, estando cá o meu irmão e sendo ele um fã de futebol, tivemos que ir conhecer o famoso estádio das equipas milanesas, o San Siro. Não achei o estádio mais espetacular do mundo, mas ficou visto mais um ponto de referencia da cidade.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Edifício Pirelli

O edifício Pirelli foi o primeiro arranha-céus de Milão, feito em 1950, com 31 andares. Durante muito tempo este foi o edifício mais alto da cidade. Apesar de não ter fotografias do seu exterior, este fica ao pé da estação central e é o palco da maior parte das conferências de arquitectura organizadas na cidade. Aqui ficam algumas fotografias da sua vista panorâmica e do seu interior [o último piso].





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fundação Prada

Este era um dos edificios que mais curiosidade tinha de conhecer em Milão, abriu este ano e foi desenhado por um dos grandes arquitectos da actualidade — Rem Koolhaas. É assim uma espécie de laboratório experimental onde deram dinheiro ao senhor para ele fazer o que quisesse [mais ou menos como aconteceu na Casa da Música, mas em bom] e além do museu de arte contemporânea, tem uma biblioteca e um café bem simpático. Optámos por não ir ver a exposição porque o edifício só por si já valia mais que a pena. Como fomos num domingo, estava cheio de famílias à aproveitar a tarde e este ambiente tornou-o ainda mais acolhedor. Ficam algumas fotos.



  As cadeiras iguais às do Jardim do Luxemburgo [muitas saudades de Paris].



Se achavam que a moda dos mercados era só por Lisboa, estão bem enganados. Aqui também já chegou, apesar de não haverem tantos, seguem o mesmo conceito. Depois de toda uma tarde na Fundação foi tempo de ir jantar e conhecer o Mercato Metropolitano, é um espaço onde aproveitaram uma antiga estrutura de madeira para colocar barraquinhas de comida no interior e toldos e mesas no exterior para haver espaço para todos. É que nem é preciso mais nada.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A parte nova da cidade

Este dia foi dedicado a conhecer a parte nova da cidade, na zona de Garibaldi. E como todos os nossos dias começaram com comida mesmo, o pequeno almoço foi na Princi, uma pastelaria óptima com doces de babar [já se tornou ponto obrigatório para todas as visitas que tenho] em Moscova, mesmo ao lado do nosso destino principal. E, pelo caminho, fomos conhecer o Eataly, assim uma espécie de El Corte Inglês só que de comida, uma autentica perdição para os fãs de comida Italiana [acho que é aqui que vou buscar grande parte dos presentes que vou levar para Portugal].


Depois de comida e mais comida lá chegámos ao destino pretendido. Uma zona de edifícios novos, feitos por causa da Expo, foram só assim buscar os melhores arquitectos e juntaram tudo num sítio. Uma coisa nada extravagante para um país que está em crise. Enfim, o resultado é uma zona cheia de lojas e de vida.


Uma obra do Foster que fica sempre bem.



O Bosque Vertical, que é uma das obras mais faladas dos últimos tempos. O objectivo é daqui a uns anos estar todo coberto de verde, todas as árvores que ali estão são de espécies diferentes e precisam de um tratamento individual personalizado. Digamos que a conta do jardineiro não deve ser barata.

 O objectivo de irmos até ao Palazzo Lombardia era de ir ver as vistas, mas ao sábado estava fechado. Valeu pela cobertura que se vê do interior.


Depois de vista a parte nova da cidade, queríamos uma vista panorâmica da mesma. Visto que Milão é uma cidade super plana, não há cá miradouros para poder apreciar a vista. Tivemos que subir a uma torre para o poder fazer. Neste caso, a Torre Branca [enganaram-se na encomenda de baldes de tinta da última vez que a pintaram e ficou meia cinzenta], uma viagem rápida de elevador, leva-nos a 108 metros de altura com uma vista de 360º sobre a cidade. Vale muito a pena para ficarmos como uma visão diferente de Milão, que não conseguimos de outra maneira.

O Castelo Sforzesco visto de cima.


A arena do Parque Sempione.


O arco da Liberdade.

E o pôr do sol.

Depois de um longo dia de passeio e para comemorar dois aniversários [um deles, o do namorado] fomos até Navigli para um aperitivo. Este é um dos hábitos dos italianos, eles comem mais que nós! É aperitivo, antipasto, primeiro prato, segundo prato e sobremesa. Até me canso só de escrever. Mas ora bem, o aperitivo consiste numa bebida antes do jantar, assim como, de alguma comida [em certos casos quase que serve de jantar]. Neste dia, já fomos tarde e com a pressa de escolher, escolhemos mal [mas entretanto já experimentei uns melhores]. O resto da noite foi passada à beira do canal a beber cerveja e gins.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Seis anos disto?

Parece que sim. Hoje este blog faz anos e o meu irmão também! Bem me lembro que me pus a criar este cantinho no aniversário do meu irmão, porque nesse dia ele não quis ir jantar fora. Já são mesmo muitos anos disto, tenho para aqui a minha vida desde o secundário, passando pelos anos da faculdade, a carta de condução. Os amores e desamores, os dilemas de uma miúda adolescente que está cada vez mais crescida. E agora por aqui vão ficando as memórias desta experiência Erasmus. É bom ter tudo guardado e partilhado por aqui. Agora vou ali relembrar o meu primeiro post de todos. E já volto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mais um pouco de Milão

O segundo fim de semana em Milão foi marcado pela casa cheia de gente e pelos muitos passeios em que fiquei, realmente, a conhecer a cidade [obrigada por teres sido a nossa guia, Rita]. Começamos, outra vez, pela Duomo mas o objectivo era mesmo chegarmos ao Luini [já era hora de almoço] para comer os melhores panzerotti da cidade. Já de barriga cheia começamos, efectivamente, a nossa tour e depois da passagem pelas Galerias Vittorio Emanuele fomos conhecer o famoso Teatro La Scala. Dizem que por dentro é lindo mas ainda não o visitei, por fora, mais uma vez, fiquei desiludida. Estava à espera de um edifício imponente e deparei-me com isto,que mais parece a Camara Municipal de Lisboa, ou então sou só eu a ser mazinha. Esperemos que o interior seja melhor.


Como em bom grupo de arquitectos que estávamos, tinhamos que ir ver a Torre Velasca, esse edifício icónico dos anos 50. Feio que dói, é verdade. Este só não foi uma desilusão porque eu já sabia ao que ia.

Depois de muitos andarmos por ruas e mais ruas fomos parar à igreja de San Lorenzo. Adorei o parque que tem à sua volta porque se via de tudo — famílias a brincar com as suas crianças, velhotes sentados nos bancos à conversa, casais de namorados e amigos a tocar guitarra na relva.

Um pouco mais à frente tem-se uma das portas Ticinese [mais tarde descobri que havia duas, uma no inicio da rua e outra no fim] e logo me lembrei das aulas do Técnico, sim, por aqui anda-se um bocadinho e reconhece-se um edifício ou qualquer coisa outrora vistos numa tela de sala de aula.

E as aulas de história foram relembradas logo a seguir quando visitámos a igreja de Santo Ambrósio [o santo padroeiro da cidade]. A igreja em si não me diz muito, mas esta entrada é qualquer coisa de espetacular. No piso enterrado da igreja podemos encontrar a relíquia de Santo Ambrósio, que neste caso não é só uma das partes do seu corpo, mas todo ele, enrolado em panos brancos, exposto num caixão de vidro.

Mesmo coladinho à Igreja temos a Universidade Católica, por fora parece só um conjunto de prédios normais que nem damos conta de serem uma faculdade mas estando lá dentro há uma sucessão de vários pátios muito simpáticos. Ainda apanhamos a festa de graduação dos alunos, estavam todos bem vestidos e com coroas de flores na cabeça. Já andavam bem alegres a meio da tarde.

Este passeio ainda continuou até à via Torino, uma das ruas mais famosas por aqui para fazer compras. No fim desta rua e como quase todos os caminhos, acabámos o nosso passeio no sítio onde começámos, a Duomo [já percebi que é impossível andar pela cidade sem ir lá parar, tudo culpa da sua forma concêntrica]. E para aproveitar o fim do dia/noite, fomos conhecer a Expo [os bilhetes a partir das 18 horas eram mais baratos]. Uma confusão pegada de gente, tudo a abarrotar e dado o nosso grande grupo não deu para ver muitos dos pavilhões [na minha segunda visita, consegui conhecer mais um bocado] mas deu para ficar com uma ideia do que é este fenómeno das grandes feiras internacionais [já que pouco me lembro da nossa de 98].

São quase 2km de rua com pavilhões de todos os lados e com ainda mais alguns paralelos. Esta foto demonstra bem a multidão que por aqui andava.

O pavilhão do Brasil, um dos mais concorridos por causa da sua rede elástica percorrível.


Um detalhe do pavilhão de Inglaterra que foi considerado o mais bonito de toda a exposição [o tema era a colmeia] só foi pena eu não conseguir andar no seu chão de vidro e apreciar todo o seu encanto.

O meu pavilhão preferido, o da França, achei imensa graça à sua forma e aos produtos exibidos por todo o lado [paredes e tecto] e da explicação que davam do mundo e do consumo de comida.

O pavilhão do Equador também estava engraçado com as suas correntes coloridas que só faziam lembrar missangas [havia muito boas ideias arquitectónicas e artísticas por aqui].

Por fim, o pavilhão onde acabámos a noite, e o que era o mais original para mim — o da Holanda — que era simplesmente composto por um conjunto de barraquinhas de comida e cerveja e claro, um com um DJ. Música bem boa, que tornou o nosso regresso a casa super energético e bem disposto.

sábado, 28 de novembro de 2015

Já só penso em Lisboa...


Estou a adorar estar aqui e o tempo tem passado a correr. Só que com a chegada do fim do semestre, o trabalho também chegou em força e só de pensar em tudo aquilo que tenho que fazer dá-me vontade de fugir e, consequentemente, chegar a Lisboa. Apesar do próximo fim de semana ser de pausa, antes e depois disso há muito trabalho para fazer. Já pensei nas coisas que tenho que levar, nos presentes que quero oferecer e em tudo aquilo que quero fazer [já tenho tantos jantares marcados] nas três semanas que estarei em casa. E entre as minhas mil listas, também há a de tudo o que tenho fazer aqui antes de ir. Ao menos não passa só pelo trabalho e há passeio e compras de Natal envolvidas nestes planos. Mais três semanas e estou de volta. E já só penso nissoooooooo.