No último fim de semana de passeio antes do Natal, entrei, finalmente, na Duomo. Já a tinha admirado incontáveis vezes por fora mas ainda não tinha calhado ir lá dentro [com toda a confusão da Expo as filas para comprar bilhete eram intermináveis]. E se esta igreja já tem muito que se lhe diga pelo seu exterior, o interior não lhe fica nada atrás. Realmente monumental e de deixar qualquer um soterrado com tanta beleza [e perícia para esta gigante construção].
sábado, 30 de janeiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Pela primeira vez
Desde que estou em Milão, passei um dia inteiro sem sair de casa. Passei o dia de pijama, a organizar o meu estudo para os próximos dias, de volta de projecto e pelo meio com umas séries. Ao fim do dia, tomei um banho com direito a tudo [máscara de cabelo, exfoliação, etc] e vesti um pijama lavado. Exactamente como faço em casa. Soube-me pela vida. Os próximos dias serão de estudo e a acabar projecto, visto que as aulas já terminaram e hoje soube-me bem este dia a meio gás para começar. Só não quero que se repita muito porque a intenção é aproveitar tudo isto ao máximo. Já disse que está quase a acabar?
Florença II
O segundo dia começou onde acabou o primeiro, com a ponte Vecchio. Esta é uma ponte peculiar pois não serve só para fazer a passagem entre margens do rio mas tem também em cima dela lojas. Principalmente ourivesarias, com os preços mais exorbitantes alguma vez vistos.
A Vénus de Botticeli. Um daqueles quadros que devemos ver, pelo menos, uma vez na vida.
O Pallazzo Vechio:
As lojas da cidade são qualquer coisa de pitorescas, assim como os seus mercados.
Palácio Pitti [o seu interior foi uma completa desilusão, tudo o que é original tapado por divisórias de exposição].
Uma das coisas mais bonitas de sempre: o por do sol visto da Piazzale Michelangelo.
O último dia começou pela visita à Galeria da Academia para ver a famosa estátua de David de Miguel Angelo [a única coisa de jeito que está mesmo lá].
Por fim, com tudo o que era essencial visto, e com uma tarde ainda pela frente, decidimos ir ao Museu da Gucci. Vale a pena para conhecer melhor a história deste designer e pelo cappuccino no café, no final.
Para acabar o passeio, uma última volta pela Duomo para despedir.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Florença
Agora que tudo já voltou ao ritmo "vida de Erasmus" posso então retomar os posts de passeios em vez de falar dos meus dilemas de vida. Pois então que um dos fins de semana de Novembro foi passado em Florença. Esta era uma das cidades que mais queria conhecer, por todo o imaginário desta bela cidade que nos chega de todo o lado. Foram três dias de namoro, muito bem passados, a conhecer esta cidade. Comecemos então pela primeira coisa que vi, mesmo ao pé da Estação de comboios temos uma das igrejas mais conhecidas pela sua fachada, a igreja de Santa Maria della Novella.
A cidade não é muito grande e rapidamente chegamos a qualquer lado, portanto os passeios acabam por se tornar repetitivos mas dá sempre para ver os locais de diferentes maneiras conforme as horas do dia. Piazza della Republica:
Claro que o ex libris da cidade é a sua Duomo, e não é para menos. É linda, monumental e de nos deixar de queixo caído.
O Baptistério:
Poderia ficar todo um dia a fotografar os detalhes desta igreja. Continuo a achar a Duomo de Milão mais bonita mas estas cores chamam mais a atenção e tornam esta igreja única e admirável.
Vista do campanário:
Vista do topo da cúpula, valeu imenso a pena subir aquilo tudo para ver isto:
Na subida não tive forças para fotografar, mas como a descer todos os santos ajudam, já fui capaz de tirar umas fotos ao caminho feito:
A cúpula vista do pátio do museu, ao anoitecer:
Como boa cidade italiana, esta também está cheia de igrejas. A Basilica de Santa Croce também é qualquer coisa de espetacular, principalmente o seu interior.
Para finalizar este dia e já no regresso ao hostel, passámos pela mítica ponte Vecchio.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Culpada
Um dos meus objectivos ao vir de Erasmus era reduzir [drasticamente] o meu número de compras. Tanto para poupar para os passeios como para desintoxicar do mundo consumista. Isto até que aconteceu com relativo sucesso: uma mala em Florença [era impossível sair de lá sem comprar uma, havia mil barraquinhas com malas expostas], uma camisola na BlackFriday e três pecinhas básicas como prenda de Natal. Mas apesar de não fazer compras a minha pesquisa pelas lojas online não desapareceu e com isso até encontrei bons saldos, mesmo sem me perder no mundo das pechinchas não resisti a uma [não tão pechincha assim] mas que era uma coisa que já queria há algum tempo. Um casaco de pêlo. Pois que aqui todas andam com um e a minha vontade de arranjar um para mim foi aumentando, mas os preços elevados e o "pareces uma ursa com isso vestido" não ajudavam a encontrar o ideal. Até que o ideal apareceu. E estou muito feliz com a minha compra. Afinal não aguentei um Inverno sem comprar um casaco. Mas pelo pouco que o usei, sei que vou ser muito feliz com ele. E que a espera pelo casaco perfeito valeu mais que a pena. Sei que vou usar e abusar dele.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Deste fim de semana
Fez-me tão bem! Três dias de muitos quilômetros nas pernas mas de cabeça arejada. Estava mesmo a precisar de estar com outras pessoas, ter outras conversas e parvar muito! Foi tudo o que fiz, com muito passeio à mistura (mais umas coisas que estavam por ver em Milão que podem ser riscadas da lista), boa comida e muita, muita, coscuvilhice. Comecei então a semana com pena que estes três dias tivessem passado tão rápido mas ao menos agora estou com as energias mais que renovadas. E com a perfeita noção de que, apesar de ter que trabalhar até ao fim, as pausas pelo meio vão ser mais que bem aproveitadas e só me vão fazer bem e trazer forças para continuar. Vamos lá aproveitar, que já não falta assim tanto.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Brunch
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Do regresso
Custou. Não me apetecia nada vir para aqui. Estar em casa é tão bom, tão fácil que voltar, era tudo o que menos queria. É difícil estar aqui sozinha, ter montes de trabalhos para fazer e andar preocupada com tudo isso não ajudava... O primeiro fim de semana foi chatinho [ajudou a boa companhia para melhorar as coisas] e depois os primeiros dias de aulas também não passaram com a maior das facilidades. Entretanto já entrei no ritmo e estou pronta para me aguentar aqui até ao fim. As visitas e os passeios vão ajudar e claro que, afinal, o trabalho todo se faz [como sempre] e com os dias preenchidos o tempo também acaba por passar mais rápido. É aproveitar que esta aventura está a chegar ao fim. Daqui a nada.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Ando muito chata com isto tudo
Mas a verdade é que tenho pensado muito nisto porque só me apercebi das coisas aqui. Estava a precisar de vir a casa, é certo, e nos primeiros dias fez-me bem. Mas, por outro lado, estar aqui, no "mundo normal" fez-me aperceber das coisas que me fazem falta em Milão e isso não ajuda a querer voltar. Claro que quero, porque estou a adorar estar lá e tenho perfeita noção de que esta experiência só me faz bem e ajuda a crescer [com todas as suas coisas boas e dificuldades] mas também agora sei bem, que a falta das nossas pessoas é tramada. E não sei se quero viver mais com isso. Só quando lá chegar é que verei.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
2015
Foi um ano bom. Começou com exames, como já é costume, mas logo a seguir seguiu-se uma viagem com o namorado a Madrid e uns dias com as amigas em Tomar. Trabalhei muito para Projecto e fui recompensada por isso. Ajudei numa conferência importante. Fui à Queima das Fitas em Coimbra. Organizei uma grande exposição. Fiz exames em época especial e com isso consegui colocar todas as cadeiras em dia [e assim garantir que o curso será acabado a tempo e horas]. Fiz férias de praia com as minhas amigas, e gostei. Fui, pela primeira vez, passar uns dias ao Algarve no Verão. Fui passear a Sintra para visitar, finalmente, o Palácio de Monserrate. Conheci a Comporta e Tróia, andei de ferry boat e aproveitei esses dias em família. Voltei a ter o fim de semana de meninas para despedir do Verão [coisa que no ano passado não aconteceu] e não foi tão louco como noutros tempos. Fiz uma festa de anos na piscina. Fui de Erasmus e com isso aprendi a viver sozinha, comigo, a ter que me desenvincilhar por mim própria e tudo mais. Cresci muito. Fui ao Lago do Como, Veneza, Verona, Florença e Turim. Andei com a cabeça na Lua, voltei à terra e dediquei-me ao trabalho. Não chorei de saudades mas desejei muito o meu regresso a Lisboa. E agora estou a aproveitar estes últimos dias do ano da melhor maneira, na normalidade de casa, que já não estava habituada. Estou também a habituar-me à ideia do regresso a Milão, do trabalho que tenho para fazer, do que ainda quero conhecer e da rapidez com que o tempo vai passar [como sempre]. Agora é fazer a lista dos desejos para o próximo ano. Arrumar a roupa para a noite de amanhã. E esperar pelo momento mágico das doze badaladas. Para depois tudo voltar ao normal.
Não estou no mood
Para a passagem de ano... Ando demasiado preocupada com os trabalhos da faculdade [quem disse que fazer Erasmus era fácil?], ando sem vontade de fazer coisa alguma e estou com uma faringite [e consequentemente a tomar antibiótico]. Não me apetece fazer nada de nada e ando consumida pelos nervos do trabalho que se avizinha no próximo mês [mas não conseguimos sempre fazer tudo?], será isto, o que se chama de depressão pós Natal? Não gosto nada de me sentir assim e só quero que passe, quero divertir-me na noite das doze badaladas e ganhar vontade para regressar a Milão e fazer tudo o que é preciso para cumprir o meu plano. Que até ao fim de Outubro está mais que encaminhado.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Dos últimos dias
Depois de ter sido obrigada a trabalhar no meu fim de semana de regresso, por causa de uma entrega, lá pude, finalmente, dedicar-me aos descanso. E foi isso que fiz, nos últimos cinco dias, não saí do sofá! Estive a pôr séries em dia, a ver filmes [coisa que já não fazia há séculos], a comer doces de Natal e a descansar a cabeça e o corpo [como já não fazia desde que fui embora]. Soube-me pela vida! E assim se passou a primeira semana da minha estadia por cá. Agora, há algum trabalho para fazer [o dever está sempre a chamar por mim...] e ainda há amigos e família por rever. Vamos lá aproveitar o tempo que falta. Que vai passar a correr.



























