segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cinque Terre

Aproveitando o fim de semana em que as minhas amigas lá estiveram, decidimos ir até às Cinque Terre. Foi uma autêntica loucura porque saímos de Milão às seis da manhã e regressámos à meia-noite. Fazendo três horas de viagem pela manhã e mais cinco à noite para regressar a casa. Carregadas de marmitas, snacks e muita água, lá fomos nós. E valeu tanto a pena! Foi o dia mais cansativo de sempre, mas nenhuma de nós se arrependeu. Voltávamos a fazer tudo para visitar um sítio tão bonito, ainda por cima tivemos a sorte de apanhar um tempo fantástico. Terras mais que aprovadas e recomendadas. 

A primeira paragem foi Riomaggiore, com o objectivo de fazer o caminho [a via dell'Amore] que liga à terra seguinte, mas este estava em obras, acabámos por fazer todas as ligações de comboio [umas nem demoravam dois minutos].





Manarola, a preferida de todas nós [por algum motivo é a mais conhecida delas todas].






Corniglia, a que mais custou pois já estávamos cheias de fome e tivemos que fazer uma subida pior que a da Duomo. Tendo compensado que acabámos por almoçar maravilhosamente bem, num restaurante típico.





Vernazza, com o seu mar agitado. Cenário de fundo para umas belas fotografias.




E por último, Monterosso. Estávamos à espera de assistir aqui ao por do sol, mas não estávamos a contar com uma montanha que nos impedisse de o ver. No entanto não deixámos de aproveitar as cores deste céu fantástico [mesmo que a esta hora já começasse a ter nuvens].







sábado, 9 de abril de 2016

As minhas trocas

Estou a fazer um dramalhão desta dieta quando na verdade não se alterou assim tanta coisa na minha alimentação. Lá está, o problema não é o que como mas o que não posso comer. E aquelas coisas que antes comia de vez em quando e que me sabiam pela vida [e que comia sem culpa nenhuma] agora são as coisas em que penso todos os dias. E saindo um bocadinho fora do plano, sinto-me logo super mal. Não quero ser assim para o resto da vida! Só até recuperar o meu peso, vá. E pronto, além de ter deixado de comer bacalhau à Brás ou bifes com molho [coisas que já não comia em Milão] aqui estão as outras trocas que tive que fazer e que não custaram assim tanto porque também são coisas que gosto.


Ao pequeno almoço: deixei o café com leite e troquei-o por chá, assim como substituí a manteiga por queijo fresco magro. O pão de cereais ou de mistura já comia, não consigo é comer só uma fatia, continuo com duas, que de manhã sou uma pessoa de alimento. 


A meio da manhã costumava comer uma barra de cereais e uma peça de fruta, coisas que agora foram substituídas por bolachas de milho [que era aquilo que eu comia antes quando me apetecia mordiscar qualquer coisa] ou marinheiras [uma espécie de bolachas de água e sal] e um queijinho A vaca que ri light. 



Ao almoço posso comer qualquer peixe ou carnes magras, portanto deixei-me de carne de vaca que tanto gosto [porco já não comia] e os hidratos mantém-se no prato, em menor quantidade, acompanhados de legumes ou salada [antes ou comia uma coisa ou outra]. 


Ao lanche, por aqui costumava comer um pão com queijo, um iogurte grego ou uma merenda no bar, enquanto que em Milão comia somente umas bolachas integrais [e depois fruta quando chegava a casa]. Agora como fruta uma hora e meia depois de almoço, um iogurte com aveia e sementes a meio da tarde e outra peça de fruta uma hora e meia antes do jantar. 


Ao jantar, o habitual era comer sopa e depois pão, tostas ou torradas com qualquer coisa. Esta parte agora foi substituída por proteína [normalmente ovo] com legumes ou salada. 


A ceia nunca foi uma coisa regular, caso saísse não comia nada, caso ficasse em casa à frente da televisão sempre variava entre pipocas, palmiers ou bolachas [em Milão eram bolachas ou waffles, terrível]. Agora como uma gelatina, um queijinho ou uma bolacha de arroz. 

A juntar a isto tudo deixei-me de beber refrigerantes, sumos naturais e afins e só bebo água ou chá, coisa que não me custa assim tanto. 

E agora percebo que apesar de ter uma alimentação normal em Milão, comia muitas vezes massa, depois da sopa ao jantar, excedia-me sempre com mais qualquer coisa e à falta de levar lanche para a faculdade comia sempre um kinder bueno [uma óptima decisão]. Para não falar que os fins-de-semana de passeio envolviam brioches ou croaissants ao pequeno almoço, capuccinos a cada pausa e pizza ou massa em todas as refeições. Tudo ligeiro portanto. Vai na volta não me alimentei assim tão bem por lá. Agora é tempo de recuperar.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Terrazze del Duomo

Pois que já falei várias vezes da Duomo [impossível não falar quando o assunto é Milão] e aproveitei a visita de três das minhas amigas para subir, finalmente, lá a cima! Valeu mais que a pena a espera, tanto pela experiência, como pelo bom tempo que ajudou a ver as vistas. Foi diferente de todas as igrejas que já subi, primeiro porque não custou nada e depois porque não fui parar a uma cúpula mas sim à cobertura da igreja, e podemos mesmo andar em cima dela! Uma óptima surpresa nesta subida. Recomendo a quem visitar a cidade. Aqui estão as fotos:








quinta-feira, 7 de abril de 2016

Villa Necchi

Estava dificil de retomar os post sobre Itália, acho que foi principalmente por não querer começar a ficar nostálgica ao olhar para estas fotos... Mas se quero partilhar os meus momentos por lá, tenho que o fazer e um mês depois acho que é tempo mais que suficiente. [Re]comecemos então pela Villa Necchi, não podia ser melhor pois este é um dos casos de estudo da minha tese. Uma casa moderna no meio de Milão, um autêntico tesouro no meio dos seus jardins. Mesmo ao lado do intitulado, Quadrilátero do Silêncio, pode-se perceber que fica numa zona calma, apesar de estar localizada mesmo no centro da cidade. Esta casa foi feita em plenos anos 30 para uma família de classe média alta composta por um casal e a irmã da mulher [nunca tiveram filhos e viveram sempre os três]. Uma casa com princípios modernos mas carregada de detalhes luxuosos, pensados até ao mais ínfimo pormenor, que me fascinam e fazem querer saber mais. Bem, acho que vou deixar o resto que sei desta casa para a tese, ficam então as fotos.

Entrada para a casa, de quem vem do lado da garagem

 Entrada principal.

 A casa e a sua piscina.

 A piscina e o caminho de quem entra pelo portão [lá ao fundo].

 A sala de estar.

 O jardim de Inverno.

 Pormenor de uma das portas.

 Vista da sala de jantar.

 Casa de banho do quarto principal.

Casa de banho do quarto das visitas. A minha divisão preferida da casa, pela sua janela e solução de mármore preto a dividir o espaço.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dia em movimento

Trabalhar toda a manhã. Sair da faculdade depois de almoço e a caminho do ginásio ainda passar em casa de uma amiga. Ir ao ginásio para uma aula de meia hora. Seguir para lanchar em casa e arrumar umas coisas. Despachar e ir para Cascais para mais um dia de workshop. Adoro dias em movimento, a sua planificação e este andar de um lado para o outro que está dentro de mim.

Pêlo por pêlo


Não é que eu seja muito velha ou que faça a depilação assim há tanto tempo [ok, pensando bem, já faço há uns 9/10 anos]. E se há coisa que eu sempre odiei foram pêlos. Não que os tivesse em grande quantidade mas tinha pêlos que cresciam à velocidade da luz. De tal modo que fazendo a cera ou com a máquina depilatória, era menina para já ter pêlos de tamanho médio na semana a seguir a fazer a depilação. Isto no Verão então, era um horror. Até o meu pai comentava que o meu hobbie era tirar pêlos [que tamanha diversão!]. E logo eu com a maioria das amigas a fazerem a depilação uma vez por mês e quase só porque sim, que pêlos ainda mal se viam! Era um drama pegado para mim. Até que comecei a pesquisar, a informar-me da melhor maneira de eliminar estes amigos e depois de mais de um ano de procuras, arranjei o sítio certo. Não foi a opção mais barata mas foi aquela que me convenceu dos melhores resultados e das melhores condições [nunca fui fã de clinicas impessoais cheias de promoções] e assim conheci a Dora. A maior das queridas e super profissional. Assim que entrei em contacto com ela a mostrar o meu interesse pelo laser alexandrite foi logo super acessível em explicar-me todo o processo, as implicações, o que deveria fazer antes e depois de cada sessão, a tirar as minhas [muitas vezes parvas] dúvidas. Enfim, não podia ter escolhido melhor pessoa para tratar do assunto [valeu o tempo todo de espera e as pesquisas infindáveis que fiz]. Comecei há dois anos, no fim de Setembro, depois do Verão e com sessões de 6 em 6 semanas [de modo a respeitar o ciclo do pêlo], fiz 4 até Abril. Sendo que por essa altura já tinha quase todos os pêlos aniquilados. Entretanto a Dora teve que parar por motivos de saúde e eu fui de Erasmus, de modo que só nos reencontramos um ano depois para fazer a última sessão. E já está! Livre de pêlos para todo o sempre. No Verão passado já tinha muito poucos mas mesmo assim precisava de lhes prestar alguma atenção, mas agora já estou completamente livre. Ainda me custa a acreditar numa vida sem ter que pensar em depilações e afins antes da praia ou da simples vontade de querer usar um vestido e não ter que pensar no estado em que estarão as minhas pernas.Voltando à minha curta vida, sem dúvida alguma que este foi o melhor investimento que eu podia ter feito em mim. Livre de pêlos para todo o sempre é qualquer coisa. E eu não podia estar mais feliz com os resultados.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Das passadeiras


Em Itália havia toda uma ciência para atravessar passadeiras. Isto é, ou havia semáforos e a coisa funcionava normalmente ou caso estes não existissem, bem que escusávamos de ficar parados no passeio à espera que eles parassem. Porque era coisa que nunca iria acontecer. Os condutores italianos não param, só em caso de obstáculo ou perigo iminente. Portanto, a única solução se queremos chegar ao outro lado da estrada é mesmo, começar a atravessar e ter fé em que eles vão parar. Coisa que normalmente resulta [nem sempre, que houve uma vez que tive que parar a meio da passadeira porque um senhor decidiu ultrapassar o que tinha parado para mim]. E ganho este hábito, aqui ainda não me consegui desfazer dele. Chego a uma passadeira e lanço-me sem esperar que os condutores parem antes. Aliás, até fico admirada quando ainda estou a chegar onde quero atravessar e um carro já parou para mim. Nós, portugueses, nem somos muito pacientes em esperar para atravessar mas eu agora estou a pró na impaciência. Realmente falamos mal da nossa condução, mas às vezes nem temos noção do pior que anda por aí. Vamos lá ver se perco esta mania de me "atirar" para a estrada.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Um pequeno retrocesso

Já sabia que iria ser assim. Excedi-me na páscoa, excedi-me [muito] no último sábado. Durante a semana apesar de ter feito as melhores escolhas nos restaurantes, acabaram por ser exageros na mesma que se repercutiram nos erros que cometi à tarde. Tenho um problema de compulsão com a comida, quando começo não consigo parar e as últimas semanas ainda não foram o suficiente para alterar este mau hábito. Preciso de ganhar auto controlo, coisa que sei que não é fácil. É preciso disciplina e força de vontade. Sei também que esta semana já vai ser melhor porque vou começar a fazer exercício. Mas mesmo assim não há desculpas para a semana que passou. Todos andam a fazer um esforço para que este plano corra bem e eu não o posso boicotar, dia sim dia não, com uma desculpa qualquer. Também sei que este peso se deve "aquela semana do mês" mas não queria que a balança tivesse voltado a subir tanto. Vamos lá começar com o exercício, para perder de uma vez estes quilos todos que vieram a mais comigo de Itália. Preciso de os perder para me voltar a sentir bem comigo e deixar-me desta luta [porque agora que não posso é que ando obcecada com doces e afins] e só com exercício e disciplina na alimentação é que vou conseguir. Vamos lá. 

domingo, 3 de abril de 2016

A vida é mais fácil no sofá


Hoje acordei cedo, só porque já naõ precisava de dormir mais, fiquei-me pela cama [coisa que nunca faço] e só depois de um episódio acabado é que me levantei para tomar o pequeno almoço. De seguida, determinada a ter um dia produtivo, vim até ao computador e comecei a organizar a minha agenda. Entretanto lembrei-me que tinha um episódio desta semana por ver e o sofá e a preguiça falaram mais alto [também ainda era cedo]. Entretanto ideias para o almoço e toca de ir ajudar a mãe. Depois umas pesquisas de mais receitas para fazer [ando extremamente empenhada na cozinha] e depois a tentação de ver um filme e dormitar. Lá saí do sofá para pôr outra ideia culinária em prática para o lanche [tudo receitas saudáveis e light para a dieta] e voltei para a preguiça. Mais filmes, manta e descanso e voltei a levantar-me para o meu banho tranquilizante de fim de Domingo. Água a escaldar, máscara no cabelo, muito exfoliante e a calma que não posso ter nos outros dias. Agora com o corpo hidratado, os cabelos secos e um pijama lavado, vou para a cozinha tratar do jantar [outra ideia que tive entretanto]. E assim se passou mais um domingo. Este prometia ser produtivo, mas não foi, claramente que o sofá falou mais alto e soube bem o descanso, depois de uma semana agitada. Amanhã retomo a rotina e a disciplina. Há trabalho para fazer, uma tese para despachar e novos desafios para enfrentar. A ver se é esta semana que me começo a superar e a entrar no ritmo. Finalmente.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Dos molhos


Pois que sempre adorei o molho da comida. De um peixe no forno, de uma carne estufada, de uns bifes de cebolada, enfim. Havia lá coisa melhor que molhar o pão no molho durante a refeição? Em tempos, numa altura em que ganhei uns 2/3 quilinhos, aniquilei com esse vicio do pão e molho à refeição. Não deixei de comer as mesmas coisas mas sabia que cortar com este hábito só ia fazer bem e fez. Quanto aos molhos processados [?], desses nunca fui fã. Era capaz de comer ketchup de vez em quando mas nunca encher as batatas com ele, por exemplo. Até que a moda das hamburguerias chegou e descobri que, afinal, gostava de maionese. A maior desgraça da vida! Agora é hamburgueres, batatas e o que mais vier com este molho. Claro que isso se fez notar na balança a longo prazo. Agora que estou em dieta e na maior das restrições alimentares claro que os molhos são todos proibidos mas ainda ontem me pus a pensar. Se antes comia um hamburguer sem nenhum molho, quão dificil será fazer isso novamente? Não preciso de deixar de comê-los mas posso reduzir-lhes drasticamente as calorias retirando o molho, então porque não? Se também fui capaz de deixar de comer pão com molho às refeições também sou capaz de deixar a maionese. Agora claro que está completamente fora de questão mas assim que perder o peso que preciso lá voltarei a comer as coisas que mais gosto mas de maneira a não estragar tanto. Não é difícil e só nos faz é bem. Truques para no meio da desgraça, não estragar tanto. Ahah.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Desligar


Cada vez sinto mais que estou sempre agarrada ao telemóvel. Em Milão fazia sentido porque era a minha única maneira de falar com as pessoas [vá, também tinha o computador mas o que mais usava era o WhatsApp no telemóvel]. Mas aqui não se justifica e no entanto, estou sempre conectada. Ou estou a trabalhar e faço uma pausa para me "actualizar" do mundo ou estou a ver televisão, chega o intervalo e vou ver qualquer coisa, ou estou no metro a ler isto ou aquilo [quando ando com um livro atrás]. Enfim. Não faz mesmo sentido. Quero desligar e passar o dia concentrada no que tenho para fazer e depois, ao fim do dia, quando chegar a casa, logo vejo tudo aquilo que quero ver. Não o deixo de o fazer, mas faço-o de uma forma mais controlada e sem passar o dia a encher a cabeça de informação desnecessária. É assim que tem que ser.

terça-feira, 29 de março de 2016

Quatro dias de descanso

Além da sexta-feira santa, ainda tive direito à segunda-feira de Páscoa por ter trabalhado a mais na semana passada. E que bem que soube. Muita preguiça no meio de séries e filmes. Almoço em casa do pai, jantar fora com o namorado e almoço de família lá em casa. Souberam mesmo bem estes dias de descanso. Ainda tentei trabalhar um bocado para a tese, mas foi completamente em vão. Enfim. Esta semana também vai ser a meio gás [a culpa é do namorado que está cá] e depois logo volto a entrar no ritmo. Que bem preciso.

sábado, 26 de março de 2016

O meu problema

Não quero a andar a ser mega chata com esta coisa da dieta. Mas depois de três semanas disto cheguei a duas conclusões. O meu problema não é a comida saudável, as refeições são bastante normais, com coisas que gosto e as outras que não como, se já não me faziam falta em Milão porque haveriam de fazer agora? [por exemplo, lá não comia carne de vaca]. Os snacks também não me chateiam nada. Fruta eu adoro, as bolachas que posso comer agora já eram as que comia antes [a maior parte das vezes], só  mesmo os iogurtes é que é pior, primeiro porque antes só comia dos gregos [prefiro esta consistência] e depois por que lanchar somente um iogurte não me agrada nada. O problema mesmo é não poder comer aquilo que quero quando me apetece. Lá está, antes queria almoçar um hamburguer e lá ia eu, antes queria um croaissant e era isso que lanchava, antes apetecia-me uma waflle e ia ao supermercado comprar, antes queria umas bolachas e atacava logo a dispensa. Enfim. Não que fizesse isto todos os dias, mas não deixa de ser o meu maior problema, porque agora não posso e fico-me pelo "apetecer". O pior é que agora penso nestas coisas TODOS os dias, o que dificulta ainda mais. O segundo problema é custar-me comer "só aquilo", sou uma pessoa de alimento e gosto de comer. Agora estar reduzida a certas doses, torna o processo complicado, não porque fique com fome mas porque fico com aquela ansiedade do querer continuar a comer [ou comer mais qualquer coisinha] e não poder. Também acho que é uma questão do meu corpo se habituar a estas quantidades, nada que o tempo não resolva. Quanto aos doces e salgados, é uma questão de pensar que assim que atingir o meu objectivo vou poder voltar a comer estas coisas todas outra vez. Com conta, peso e medida. Pois claro.  

sexta-feira, 25 de março de 2016

A lista Erasmus

Tenho muitos posts em atraso [basicamente todos os passeios de 2016] mas vou começar a tratar disso o mais rápido possível. Entretanto e porque já voltei, vamos lá ver o que consegui completar da minha lista.

- Sair todas as noites durante uma semana
Esta claramente que seria uma piada, eu nem sou pessoa de sair à noite. E ter que apanhar autocarros nocturnos e ainda andar até casa, quando já estamos é com vontade de nos enfiarmos na cama, não ajuda. Pois que para uma discoteca, saí uma misera vez, para bares e assim é que aconteceu mais vezes [quase todas ao pé de casa, ahah].

- Ir para fora, pelo menos, 10 fins de semana
Ora bem, fins de semana completos só fui, efectivamente, um. Mas fins de semana de passeio até que foram uns quantos. Deixa lá ver... 7 em 10, está bom? [fora de Milão]

- Ver a Última Ceia de Da Vinci
Esta não era dificil, por estar em Milão, mas mesmo assim custou, que no único dia que havia vagas era para as 8 da manhã. Valeu o pequeno almoço a seguir.

- Pedir um desejo na Fontana di Trevi
Devo dizer que só vi esta fonte de noite, mas para aí umas 3 vezes numa semana. Claro que pedi o desejo, só um [daqui a uns meses logo digo se se realizou].

- Viajar no comboio nocturno
Pois que esta não chegou a acontecer, mas chegar de Florença à meia noite será que conta?

- Tirar fotos todos os dias
Mais não fosse tirava à comida que cozinhava [para mandar para a minha mãe].

- Comer comida mais saudável
Sim, apesar de agora estar em modo dieta a verdade é que em Milão fiz por me alimentar melhor. Descobri coisas bem boas [que antes só achava estranhas] e que agora não dispenso. Os fins de semana [de visitas] é que me estragaram tudo, pronto.

- Voltar a falar italiano fluentemente
Eu bem que gostava, mas tal coisa não chegou a acontecer. Ter as aulas todas em inglês, só amigos Erasmus e uma professora de italiano péssima não ajudaram neste processo. Desenrrasco-me com o básico, vá lá.

- Fazer poucas compras
Sim, sim, sim. Fui capaz! Desde que soube que ia de Erasmus fiz por reduzir em muito as minhas compras e começar a poupar. E não é que fui bem sucedida? Mais para o fim lá me desgracei um bocadinho, mas aí também já não precisava de poupar, não é?


- Ir à Suiça ver obras do Zumthor
Foi no meu último fim de semana por lá, mas aconteceu! Só vi uma [que ficam todas dispersas] mas o gigante desvio valeu mais que a pena.

Agora é continuar a actualizar-vos com os meus passeios por terras italianas, que como podem perceber por estes posts, ainda foram uns quantos.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Da dieta



Há dias e dias. Estive para aí super obcecada em procurar receitas saudáveis [e por estar sempre a olhar para comida, ficava invariavelmente cheia de fome] e a contar todas as calorias que comia, dando em louca por passar ali um bocadinho da linha. Chega. Quero perder peso mas não ser uma obcecada com a alimentação e tudo aquilo que como. Claro que agora no início tenho que ser mais restrita, seguir tudo à regra e não inventar muito. Nesta segunda semana de dieta não perdi peso e sei o que fiz mal. Agora é corrigir os erros e continuar com força [nunca ninguém disse que perder peso era fácil] para atingir o meu objectivo. Nao custa assim tanto quando pensamos nisto como alimentação normal e não uma restrição, mas há dias mais difíceis que outros. E o objectivo, é não dar em louca com isto, já dando. Preciso de ver os números na balança a descer para ficar mais descansada. É isso. 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Five minutes make up



Em Milão não tinha a paciência para colocar maquilhagem todos os dias, ou fazia-o nos dias em que a minha cara estava péssima ou então nos dias de passeio. Não que me produzisse imenso, mas aquilo que punha sempre era mais que o habitual. Agora que voltei, achei por bem dar uma oportunidade à maquilhagem diária. E não é que não custa nada? Basta perder 5 minutos de manhã para já sair com um ar muito mais decente. BBCream, corrector, rímel, bronzer e pó matificante são mais que suficientes para sair de casa com outro ar. E até custa menos olhar para o espelho tão cedo quando sabemos que estamos com um ar decente. O resto logo fica para os dias especiais.  

terça-feira, 22 de março de 2016

Um dia destes



Sai de casa para fazer exercício físico. Isto já não acontecia há, quase, 5 anos, desde que acabei o secundário. Fui experimentar uma aula no ginásio de uma amiga minha e até gostei. Uma hora que estamos ali concentrados no que a professora diz, a tentar fazer bem os exercícios, sem pensar em mais nada. Soube-me bem sair de casa para isto, voltar, tomar banho e jantar com aquele cansaço bom de quem fez alguma coisa. Entretanto fui experimentar o ginásio de outras amigas, para agora escolher. Isto para começar, efectivamente, a fazer exercício ao fim do dia, umas quantas vezes por semana. Estarei pronta para tal?

terça-feira, 15 de março de 2016

Manhã de arrumações


Hoje fiquei por casa e não podia ter escolhido melhor dia para isso [com a chuva que está lá fora]. Dediquei parte da manhã às minhas contas de 2015, gosto sempre de as fazer e comparar com o ano anterior, até que me portei bastante bem [agora falta fazer as contas em relação a Milão]. Depois, finalmente, tirei um bocado para arrumar a minha secretária, que estava mais que a precisar! Muitos papeis para o lixo, documentos arrumados nas suas pastas, talões nos sítios certos, livros para um lado, coisas da tese para o outro, ufa! Toda uma parafernália de coisas que estavam num monte [ou vários] e que agora está nos seus devidos lugares. Agora que está tudo no sítio certo, já me posso dedicar às leituras da tese [foi para isso que fiquei em casa, mesmo]. Isto devo ter um problema com arrumações. Digo eu.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dos novos hábitos


Depois de regressar de Itália, o lugar da terra de onde vem tudo de bom (pizza, massa, panettone, kinder, nutella e por aí podíamos continuar) está na altura de fazer uma dieta, perder uns quilinhos e fazer por ter uma alimentação mais saudável. Lá isto já ia acontecendo, mas só durante a semana, que isto chegavam os fins de semana de visitas e era ver-me a comer porcarias [alias, coisas para lá de boas] de manhã à noite. Enfim. As duas últimas semanas também não ajudaram. Uma porque passei em modo férias a comer de tudo [e super focada nos óptimos croaissants que não existem por Milão] e outra de trabalho intenso, refeições fora de horas e muito açúcar para compensar a falta de sono. Toda uma desgraça que se reflectiu na balança. Agora é perder os quilos ganhos [e mais uns quantos, sff] e focar-me, para sempre, numa boa e equilibrada alimentação. Que
os pecados até podem continuar a existir, só não podem é ser todos no mesmo dia. Vamos lá. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Vamos lá organizar a vida


Já estou há, praticamente, uma semana em Lisboa e depois destes dias de descanso tenho que começar a organizar a minha vida. Os primeiros dias foram para tratar de mim — unhas, sobrancelhas, massagem e cabelo — coisa que já não fazia desde que fui embora, depois fui buscar o meu carro [as saudades que eu já tinha dele] e nos entretanto foram cafés de reencontro com as amigas e muito sofá para por as séries em dia. Agora que uma nova semana começa, quero começar a fazer planos. Para já as únicas coisas que estão na minha agenda são um workshop e um ciclo de conferências mas amanhã já vou ter a reunião que irá planear os meus próximos meses [e não é que estou entusiasmada com isso?]. Agora é trabalhar a sério para que o melhor dos resultados chegue lá para Novembro. Vamos começar, segunda-feira?