quarta-feira, 13 de abril de 2016

Roma 1.1

Cinco dias depois do fim de semana de amigas, parti para uma semana de férias em Roma [tendo trabalhado muito pelo meio e no regresso, não pensem que isto era só vida boa]. Coloco já "Roma 1.1" porque apesar de lá ter estado tantos dias, ainda ficou muito por ver. Portanto, já há nova visita prestes a ser marcada [tenho que aproveitar enquanto o namorado está lá] com toda uma lista do que falta ver/fazer/comer escrita.

O primeiro dia foi assim uma espécie de reconhecimento do local. Andámos cerca de 20km e vimos alguns dos pontos principais da cidade.


 Igreja de San Giovanni in Laterano, a igreja do povo [uma coisa modesta, dizem eles].


Algures, numa das mil igrejas encontrei os nossos três pastorinhas [vá se lá saber porquê].




Recantos de Roma, é uma óptima cidade para se andar a pé e descobrir as ruas e ruelas.


Mercado de Trajano.


Altar da pátria, outra obra pequenina. Das coisas que mais me fascinou nesta cidade foi mesmo toda a sua monumentalidade.



 Campidoglio.


 La bocca della verita [passei no teste].


Todos me diziam que Roma era uma parolada e que não havia souveniers de jeito. Mentira, encontrei os ímans mais fofinhos de sempre [quero todos!].


 Estátua na Piazza Navona.


Panteão.


A famosa Fontana di Trevi, neste dia estava especialmente a abarrotar, mas não perde o seu encanto.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Chegou aquela altura do ano


Em que as pessoas não se sabem vestir. Parecem umas parvas, com roupa de Verão e casaco de Inverno. Nunca ninguém ouviu falar de roupa de meia estação? Aquele meio termo que existe para dias exactamente como estes? Acho que não custa nada vestir uma camisolinha fina ou uma camisa com um casaco mais quente por cima. É que não fica mesmo nada bem, calças de ir para a praia com botas ou qualquer coisa deste género. E ténis são sempre uma boa opção para estes dias, assim como lenços para agasalhar de manhã e à noite. Coisas assim. Ficam aqui umas dicas.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Cinque Terre

Aproveitando o fim de semana em que as minhas amigas lá estiveram, decidimos ir até às Cinque Terre. Foi uma autêntica loucura porque saímos de Milão às seis da manhã e regressámos à meia-noite. Fazendo três horas de viagem pela manhã e mais cinco à noite para regressar a casa. Carregadas de marmitas, snacks e muita água, lá fomos nós. E valeu tanto a pena! Foi o dia mais cansativo de sempre, mas nenhuma de nós se arrependeu. Voltávamos a fazer tudo para visitar um sítio tão bonito, ainda por cima tivemos a sorte de apanhar um tempo fantástico. Terras mais que aprovadas e recomendadas. 

A primeira paragem foi Riomaggiore, com o objectivo de fazer o caminho [a via dell'Amore] que liga à terra seguinte, mas este estava em obras, acabámos por fazer todas as ligações de comboio [umas nem demoravam dois minutos].





Manarola, a preferida de todas nós [por algum motivo é a mais conhecida delas todas].






Corniglia, a que mais custou pois já estávamos cheias de fome e tivemos que fazer uma subida pior que a da Duomo. Tendo compensado que acabámos por almoçar maravilhosamente bem, num restaurante típico.





Vernazza, com o seu mar agitado. Cenário de fundo para umas belas fotografias.




E por último, Monterosso. Estávamos à espera de assistir aqui ao por do sol, mas não estávamos a contar com uma montanha que nos impedisse de o ver. No entanto não deixámos de aproveitar as cores deste céu fantástico [mesmo que a esta hora já começasse a ter nuvens].







sábado, 9 de abril de 2016

As minhas trocas

Estou a fazer um dramalhão desta dieta quando na verdade não se alterou assim tanta coisa na minha alimentação. Lá está, o problema não é o que como mas o que não posso comer. E aquelas coisas que antes comia de vez em quando e que me sabiam pela vida [e que comia sem culpa nenhuma] agora são as coisas em que penso todos os dias. E saindo um bocadinho fora do plano, sinto-me logo super mal. Não quero ser assim para o resto da vida! Só até recuperar o meu peso, vá. E pronto, além de ter deixado de comer bacalhau à Brás ou bifes com molho [coisas que já não comia em Milão] aqui estão as outras trocas que tive que fazer e que não custaram assim tanto porque também são coisas que gosto.


Ao pequeno almoço: deixei o café com leite e troquei-o por chá, assim como substituí a manteiga por queijo fresco magro. O pão de cereais ou de mistura já comia, não consigo é comer só uma fatia, continuo com duas, que de manhã sou uma pessoa de alimento. 


A meio da manhã costumava comer uma barra de cereais e uma peça de fruta, coisas que agora foram substituídas por bolachas de milho [que era aquilo que eu comia antes quando me apetecia mordiscar qualquer coisa] ou marinheiras [uma espécie de bolachas de água e sal] e um queijinho A vaca que ri light. 



Ao almoço posso comer qualquer peixe ou carnes magras, portanto deixei-me de carne de vaca que tanto gosto [porco já não comia] e os hidratos mantém-se no prato, em menor quantidade, acompanhados de legumes ou salada [antes ou comia uma coisa ou outra]. 


Ao lanche, por aqui costumava comer um pão com queijo, um iogurte grego ou uma merenda no bar, enquanto que em Milão comia somente umas bolachas integrais [e depois fruta quando chegava a casa]. Agora como fruta uma hora e meia depois de almoço, um iogurte com aveia e sementes a meio da tarde e outra peça de fruta uma hora e meia antes do jantar. 


Ao jantar, o habitual era comer sopa e depois pão, tostas ou torradas com qualquer coisa. Esta parte agora foi substituída por proteína [normalmente ovo] com legumes ou salada. 


A ceia nunca foi uma coisa regular, caso saísse não comia nada, caso ficasse em casa à frente da televisão sempre variava entre pipocas, palmiers ou bolachas [em Milão eram bolachas ou waffles, terrível]. Agora como uma gelatina, um queijinho ou uma bolacha de arroz. 

A juntar a isto tudo deixei-me de beber refrigerantes, sumos naturais e afins e só bebo água ou chá, coisa que não me custa assim tanto. 

E agora percebo que apesar de ter uma alimentação normal em Milão, comia muitas vezes massa, depois da sopa ao jantar, excedia-me sempre com mais qualquer coisa e à falta de levar lanche para a faculdade comia sempre um kinder bueno [uma óptima decisão]. Para não falar que os fins-de-semana de passeio envolviam brioches ou croaissants ao pequeno almoço, capuccinos a cada pausa e pizza ou massa em todas as refeições. Tudo ligeiro portanto. Vai na volta não me alimentei assim tão bem por lá. Agora é tempo de recuperar.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Terrazze del Duomo

Pois que já falei várias vezes da Duomo [impossível não falar quando o assunto é Milão] e aproveitei a visita de três das minhas amigas para subir, finalmente, lá a cima! Valeu mais que a pena a espera, tanto pela experiência, como pelo bom tempo que ajudou a ver as vistas. Foi diferente de todas as igrejas que já subi, primeiro porque não custou nada e depois porque não fui parar a uma cúpula mas sim à cobertura da igreja, e podemos mesmo andar em cima dela! Uma óptima surpresa nesta subida. Recomendo a quem visitar a cidade. Aqui estão as fotos:








quinta-feira, 7 de abril de 2016

Villa Necchi

Estava dificil de retomar os post sobre Itália, acho que foi principalmente por não querer começar a ficar nostálgica ao olhar para estas fotos... Mas se quero partilhar os meus momentos por lá, tenho que o fazer e um mês depois acho que é tempo mais que suficiente. [Re]comecemos então pela Villa Necchi, não podia ser melhor pois este é um dos casos de estudo da minha tese. Uma casa moderna no meio de Milão, um autêntico tesouro no meio dos seus jardins. Mesmo ao lado do intitulado, Quadrilátero do Silêncio, pode-se perceber que fica numa zona calma, apesar de estar localizada mesmo no centro da cidade. Esta casa foi feita em plenos anos 30 para uma família de classe média alta composta por um casal e a irmã da mulher [nunca tiveram filhos e viveram sempre os três]. Uma casa com princípios modernos mas carregada de detalhes luxuosos, pensados até ao mais ínfimo pormenor, que me fascinam e fazem querer saber mais. Bem, acho que vou deixar o resto que sei desta casa para a tese, ficam então as fotos.

Entrada para a casa, de quem vem do lado da garagem

 Entrada principal.

 A casa e a sua piscina.

 A piscina e o caminho de quem entra pelo portão [lá ao fundo].

 A sala de estar.

 O jardim de Inverno.

 Pormenor de uma das portas.

 Vista da sala de jantar.

 Casa de banho do quarto principal.

Casa de banho do quarto das visitas. A minha divisão preferida da casa, pela sua janela e solução de mármore preto a dividir o espaço.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dia em movimento

Trabalhar toda a manhã. Sair da faculdade depois de almoço e a caminho do ginásio ainda passar em casa de uma amiga. Ir ao ginásio para uma aula de meia hora. Seguir para lanchar em casa e arrumar umas coisas. Despachar e ir para Cascais para mais um dia de workshop. Adoro dias em movimento, a sua planificação e este andar de um lado para o outro que está dentro de mim.

Pêlo por pêlo


Não é que eu seja muito velha ou que faça a depilação assim há tanto tempo [ok, pensando bem, já faço há uns 9/10 anos]. E se há coisa que eu sempre odiei foram pêlos. Não que os tivesse em grande quantidade mas tinha pêlos que cresciam à velocidade da luz. De tal modo que fazendo a cera ou com a máquina depilatória, era menina para já ter pêlos de tamanho médio na semana a seguir a fazer a depilação. Isto no Verão então, era um horror. Até o meu pai comentava que o meu hobbie era tirar pêlos [que tamanha diversão!]. E logo eu com a maioria das amigas a fazerem a depilação uma vez por mês e quase só porque sim, que pêlos ainda mal se viam! Era um drama pegado para mim. Até que comecei a pesquisar, a informar-me da melhor maneira de eliminar estes amigos e depois de mais de um ano de procuras, arranjei o sítio certo. Não foi a opção mais barata mas foi aquela que me convenceu dos melhores resultados e das melhores condições [nunca fui fã de clinicas impessoais cheias de promoções] e assim conheci a Dora. A maior das queridas e super profissional. Assim que entrei em contacto com ela a mostrar o meu interesse pelo laser alexandrite foi logo super acessível em explicar-me todo o processo, as implicações, o que deveria fazer antes e depois de cada sessão, a tirar as minhas [muitas vezes parvas] dúvidas. Enfim, não podia ter escolhido melhor pessoa para tratar do assunto [valeu o tempo todo de espera e as pesquisas infindáveis que fiz]. Comecei há dois anos, no fim de Setembro, depois do Verão e com sessões de 6 em 6 semanas [de modo a respeitar o ciclo do pêlo], fiz 4 até Abril. Sendo que por essa altura já tinha quase todos os pêlos aniquilados. Entretanto a Dora teve que parar por motivos de saúde e eu fui de Erasmus, de modo que só nos reencontramos um ano depois para fazer a última sessão. E já está! Livre de pêlos para todo o sempre. No Verão passado já tinha muito poucos mas mesmo assim precisava de lhes prestar alguma atenção, mas agora já estou completamente livre. Ainda me custa a acreditar numa vida sem ter que pensar em depilações e afins antes da praia ou da simples vontade de querer usar um vestido e não ter que pensar no estado em que estarão as minhas pernas.Voltando à minha curta vida, sem dúvida alguma que este foi o melhor investimento que eu podia ter feito em mim. Livre de pêlos para todo o sempre é qualquer coisa. E eu não podia estar mais feliz com os resultados.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Das passadeiras


Em Itália havia toda uma ciência para atravessar passadeiras. Isto é, ou havia semáforos e a coisa funcionava normalmente ou caso estes não existissem, bem que escusávamos de ficar parados no passeio à espera que eles parassem. Porque era coisa que nunca iria acontecer. Os condutores italianos não param, só em caso de obstáculo ou perigo iminente. Portanto, a única solução se queremos chegar ao outro lado da estrada é mesmo, começar a atravessar e ter fé em que eles vão parar. Coisa que normalmente resulta [nem sempre, que houve uma vez que tive que parar a meio da passadeira porque um senhor decidiu ultrapassar o que tinha parado para mim]. E ganho este hábito, aqui ainda não me consegui desfazer dele. Chego a uma passadeira e lanço-me sem esperar que os condutores parem antes. Aliás, até fico admirada quando ainda estou a chegar onde quero atravessar e um carro já parou para mim. Nós, portugueses, nem somos muito pacientes em esperar para atravessar mas eu agora estou a pró na impaciência. Realmente falamos mal da nossa condução, mas às vezes nem temos noção do pior que anda por aí. Vamos lá ver se perco esta mania de me "atirar" para a estrada.