sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lembranças

Sabia que havia uma máquina de escrever algures, descobri que estava em casa dos meus avós para ser limpa, com aquela paciência que só os velhinhos têm. Uma simples chamada bastou para relembrar que não era para manter tal máquina escondida na escuridão da garagem. E assim, dias depois, estava ela a vir para minha casa, como nova. Lembrava-me de brincar com ela quando era miúda, em casa dos meus avós, mas não tinha noção de que era tão avançada (põe letras maiúsculas, acentos e tem duas cores), ingenuidade a minha. Desde que chegou não tenho parado de lhe mexer, escrevo e escrevo, rodo e puxo, encantada. Tenho que pensar numa coisa realmente bonita digna de ser escrita daquela maneira, com aquelas letras e de forma tão primária, para nós que estamos habituados às novas tecnologias. De vez em quando sabe bem voltar a mexer nestas coisas antigas, velhas, cheias de histórias e estórias. Quando me passar a febre de admirá-la vai ali para uma das prateleiras do corredor, rodeada de livros, acho que não podia ter escolhido sítio melhor.

4 comentários:

tilida5ever design disse...

Concordo com o sítio...

Ice Cream disse...

Que máximo!

Gonçalo disse...

Bem fixe!!

Inês Sá disse...

Eu também brincava tanto com a máquina de escrever do meu avô :) As primeiras coisas que escrevi foram nela, antes de ter computador. Tive tanta pena quando deixou de funcionar.