sábado, 18 de junho de 2011
Quase sem coração
O tempo e as experiências ensinaram-me a ser uma pessoa fria. Ensinaram-me a lidar melhor com a perda, a dar valor a quem quer estar na minha vida e a deixar de dar importância àqueles que também não ma dão. Ensinaram-me também que, mais tarde ou mais cedo, as pessoas acabam sempre por nos desiludir. E assim, vou tendo cada vez mais medo de me entregar a alguém, medo de dar tudo de mim, quando no fim sei que acabo sempre destroçada. Mas se não arriscarmos nunca poderemos ser felizes, ou pelo menos, aproveitar as coisas boas da vida, não é verdade? E assim, vou aprimorando as minhas capacidades de relação com as pessoas, começo cada vez a entregar-me menos, a dar menos importância às pequenas coisas, a aproveitar aquilo que recebo sem pedir mais, sem esperar por mais, pois só assim, consigo depois ultrapassar com alguma facilidade o fim. Porque custar, custa sempre. Mas com o tempo vamos aprendendo que cada vez custa menos. E apesar de ser triste já não ser capaz de aproveitar tudo como deveria, também é triste as situações porque passamos assim nos tornarem - pessoas frias.

7 comentários:
O Medo é castrador da vida. Não te deixes domar por ele*
Diga-mos que foi uma tarde de estudo perdida por uma boa causa :) depois disso o estudo foi mesmo intensivo, espero que amanhã corra tudo bem. Quando são os teus exames?
Eu também já me tornei numa pessoa fria por ter medo de certas coisas, para me protejer, e agora parece-me que estou a "amolecer" outra vez. Acho que não sei lidar muito bem com estas mudanças, e já não sei o que é que é melhor.
Boa sorte, também... Só espero que no fim tanta sorte sirva para alguma coisa, e que tudo acabe pelo melhor, que tanto estudo só pode fazer com que corra bem :9
Pois, eu ao princípio não entendi se te identificavas com o que disse naquele comentário ou no texto, mas depois percebi, deve ter sido porque escrevi do telemóvel (pelo menos, é o mais provável). Eu também me sinto assim, às vezes, e tenho uma grande necessidade em desvendar tudo atrás das pessoas antes de deixar que me desvendem, e tens toda a razão, quando a confiança ou os laços mais preciso para que se crie uma relação são quebrados, é muito difícil voltar a confiar como antes. É difícil, mas espero que o tempo te deixe ver (e a mim) que pode ser diferente e que pode, realmente mudar :)
Não há problema, mas obrigada por avisares :) E eu entendi, eu também me estava a referir ao geral, porque nem sempre são só os rapazes que desiludem as raparigas: no meu caso, há muito mais gente para além de rapazes (desiludem-me mais elas, às vezes, do que eles), existem mais desilusões e situações que eu gosto de ter cuidado: nas amizades mais recentes ou em coisas que nada têm a ver com esse tipo de relações amorosas.
[18 Jun 2011, 14:25]
Às vezes também gostava de aproveitar cada pequena coisa que me dão, sem esperar mais nada, sendo feliz com aquilo que recebo. Mas ainda que goste da entrega, faço questão de averiguar tudo e todos antes de dar parte de mim, antes de ter certas atitudes, antes de confiar. Só que, ao mesmo tempo, acredito nas mudanças, e apesar de saber que as desilusões existem, também gosto de pensar que, como tudo na vida, as coisas podem ter finais diferentes, de todos os tipos e feitios, e que nem tudo pode ser feito ou acabar comigo desiludida. Há dias em que é preciso largar o medo e a frieza, e entregar tudo espontaneamente ;)
Eu tenho amanhã e na próxima segunda. Boa sorte ;D
Sim temos de combinar alguma coisa depois, beijinhos
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